08 de julho de 2026
Articulistas

A dualidade da Liberdade de Expressão

Bruno Svizzero Cabello
| Tempo de leitura: 2 min

Nos dias atuais, a liberdade de expressão é um tema muito falado. Com relação aos jovens, é quase unanimidade.

Todos querem ser ouvidos, expressar seus sentimentos, suas emoções, preferências, revoltas, opiniões, ideias, sem, muitas vezes, se atentar ao fato de que tudo tem dois lados. Ou mais.

A Liberdade de Expressão está prevista em nosso ordenamento jurídico, no artigo 220 da Constituição Federal, que dispõe sobre a livre manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação, como garantia de uma sociedade justa e democrática. Entretanto, essa garantia não pode ultrapassar certos limites, tais como intimidade, vida privada, honra e imagem, que também estão previstos na Carta Magna, como direitos fundamentais, em seu artigo 5º, inciso X.

É muito comum verificarmos o desrespeito às opiniões contrárias, aos conceitos dos mais velhos, ao modo de vida dos que pertencem a outra classe social, dentre outros, praticados por pessoas que encontram respaldo na tal liberdade de expressão.

As fake news vão no mesmo sentido.

Na concepção da palavra, expressão, do latim expressio, significa a exteriorização das ideias ou do pensamento por meio de gestos ou palavras, porém, o que se verifica é a exposição de uma ideia conforme a realidade e visão de mundo de quem a pratica.

Isso se dá de tal forma que, justificando um modo de vida, um modelo político, social, comportamental ou econômico, irrompe-se a linha da boa convivência, para dar espaço ao que "eu acho certo". Sabe-se que o correto é não julgar a expressão de uma pessoa, se ela não ofende a ninguém, nem tampouco essa pessoa julgar alguém por meio de suas palavras, daí a dualidade. Na teologia, a dualidade é representada pela luz em oposição às trevas.

Desse modo, essa visão de equilíbrio precisar ser destacada, uma vez que estamos em um momento de exposição das individualidades, seja por necessidade das pessoas ou evolução da sociedade como um todo, uma vez que as instituições estão em descrédito.

Assim, o ponto de equilíbrio deve se dar pelo respeito. Essa é a palavra-chave para qualquer relação, seja de afeto, negócios etc. Sem o devido respeito, a dualidade é dúbia e impõe barreiras à sociedade justa e civilizada que tanto sonhamos.