11 de julho de 2026
Política

Neto cobra um novo pacto federativo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Thyago Cezar, Antonio Neto, Aparecido Leandro e Fabiano Mariano, no Café Com Política do JC

O candidato a senador Antonio Neto (PDT) fez campanha neste sábado (8) em Bauru, e falou sobre como pretende atuar caso consiga uma vaga no Congresso Nacional. Neto fez corpo a corpo com eleitores no Calçadão, e depois concedeu entrevista no Espaço Café com Política do JC, acompanhado dos candidatos a deputado estadual Aparecido Leandro (PDT) e Thyago Cezar (PDT), do presidente do partido na cidade, Fabiano Mariano, e do secretário-geral do partido, Gerson Pinheiro, além dos correligionários Mário Ielo, ex-prefeito de Botucatu, e a vereadora Rose Ielo, e os apoiadores Fellype Borges e Inês Ferreira.

O candidato afirma que a revisão do Pacto Federativo é uma das prioridades para o Senado. "Temos que lembrar que o Senado é uma Casa revisora, e não está cumprindo este papel, basta ver o que ocorreu com a Reforma Trabalhista. Caso a gente esteja lá, vamos defender a revogação da Reforma Trabalhista, junto com o nosso candidato a presidente Ciro Gomes (PDT), e uma nova distribuição do Pacto Federativo, inclusive com a criação de um imposto único que englobaria vários tributos como ICMS, ISS, IPI, e ficando uma parcela maior nos municípios, que receberam a maior demanda dos serviços e ficaram com poucos recursos", afirma.

APOIO

O concorrente a senador reiterou todo o seu apoio ao candidato a presidente Ciro Gomes e a governador Marcelo Cândido. A legenda, inicialmente, apoiaria o governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição, mas como o PSB em nível nacional preferiu ficar neutro na disputa presidencial, após acordo com o PT pela neutralidade, o PDT no Estado rompeu com França e lançou candidatos próprios. "A gente apresentou três nomes para o Márcio França, que poderiam concorrer a vice-governador ou a senador, pois o acordo também previa uma presença na disputa majoritária, pela importância do nosso partido. Como isso não ocorreu, lançamos uma chapa própria, mas, de qualquer forma, eu já seria candidato e estava preparado", explica.

Neto lembra que o candidato a presidente Ciro Gomes tem entre suas metas a retomada de 7.200 obras paradas no País, a maioria do Minha Casa Minha Vida e de saneamento básico, ou seja, permitiria a geração de 2 milhões de empregos. Outra proposta é o refinanciamento das dívidas de 63 milhões de pessoas, com juros de até 12% ao ano em bancos públicos, para que consigam pagar suas prestações. "A maioria, nessa negociação, pagará percelas de até R$ 40,00, um valor acessível. Com a proposta de retomada de geração de empregos, elas terão renda para isso, com o nome limpo, ajuda a girar a economia novamente. São propostas viáveis, e que vão ser colocadas em prática se o nosso partido chegar ao governo", menciona.

O candidato também diz que os pedetistas defendem a manutenção de empresas estratégicas no País, como a Petrobras e a Embraer, e que Ciro revogará uma eventual venda de parte da Embraer para a norte-americana Boeing. O investimento nacional no pré-sal e políticas públicas de saúde e educação estão entre outras prioridades elencadas pela legenda.

Por fim, o candidato lembra que, se o PDT for ao segundo turno, deverá formar um frente de apoio dos partidos mais progressistas, e com isso ter uma base de apoio no Congresso. "No primeiro turno é normal haver essa pulverização, mas no segundo turno as legendas se apoiam conforme a parte ideológica e propostas, e com isso o Ciro terá muito apoio para se eleger e governar o País", afirma.

Reforma Trabalhista

Outra prioridade é a revogação completa da Reforma Trabalhista. "Da forma como foi aprovada, essa reforma é um absurdo, retira direitos dos trabalhadores, precariza as relações de trabalho, hoje a pessoa não poderá nem mesmo ter acesso a uma Justiça gratuita. Ela paga os honorários se perder. Acabou o direito do trabalhador em pedir o que é justo. Estamos indo contra o que o País assinou em acordos internacionais e com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ou seja, precisamos mudar. O Ciro Gomes defende uma revogação completa da reforma, e esta é a nossa posição", cita.