08 de julho de 2026
Nacional

Museu Nacional é mantido sob UFRJ


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 Tomaz Silva/Agência Brasil
Polícia Federal usa scanner para mapeamento de áreas destruídas do Museu Nacional, no Rio

O presidente Michel Temer assinou nessa segunda feira (10) duas medidas provisórias como resposta do governo federal ao incêndio que destruiu o Museu Nacional no primeiro domingo de setembro. 

A primeira cria uma agência para a gestão de museus que hoje estão subordinados pelos ministérios da Cultura e da Educação. A Abram (Agência Brasileira de Museus) assumirá as funções que até agora são do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).

Segundo o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a agência cuidará dos 27 museus hoje sob a guarda do Ibram, e também comandará a reconstrução do Museu Nacional. Ele, porém, continuará sendo parte da estrutura da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 

"Importante destacar que o Museu Nacional continua sendo parte da estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Abram será responsável pelas ações de reconstrução do Museu Nacional do Rio de Janeiro, devendo, para tanto, constituir um Fundo Patrimonial para arrecadar, gerir e destinar doações de pessoas físicas e jurídicas privadas voltadas à sua reconstrução e modernização", diz nota da Casa Civil.

O governo estudava retirar a gestão do museu da universidade, que reagiu chamando a medida de autoritária. 

CRÍTICAS

Desde o incêndio, o governo Temer tem sido criticado pela falta de recursos para a manutenção do Museu Nacional. Apesar da proposta de reconstrução do edifício, o principal prejuízo é a destruição do acervo do museu, que tinha 200 anos e é irrecuperável.

A Abram será organizada na forma de Serviço Social Autônomo, como o "Sistema S", ao contrário do Ibram, uma autarquia. De acordo com a Casa Civil, a nova agência contará com R$ 200 milhões. 

Também será criada uma secretaria no MinC para a gestão dos museus. De acordo com Sá Leitão, caberá à Secretaria de Museus e Acervos Museológicos a supervisão dos acordos feitos entre os museus e a nova agência. 

A segunda, dos fundos patrimoniais, tem como objetivo estimular doações privadas para projetos de interesses públicos. Esta MP não se dirige apenas aos museus, podendo ser utilizada para a criação de fundos em outros âmbitos. 

Os dois textos serão encaminhados para o Congresso, onde têm de ser votados.