| Aceituno Jr. |
| Audiência lotou o auditório da prefeitura nessa terça (11) e agora demandas serão discutidas por setor |
O projeto das marginais da Rodovia Marechal Rondon (SP-300) foi mostrado em audiência pública, nessa terça-feira (11) à noite, no auditório do Gabinete da prefeitura. Com modificações em relação ao que estava previsto inicialmente, há três anos, o projeto poderá receber mais alterações. Muitos empresários e moradores de áreas ao lado da rodovia participaram da audiência, e sugeriram mudanças, que agora serão discutidas por setor, ao longo deste mês, antes de serem apresentadas em definitivo na Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), possivelmente em outubro.
A reunião teve a presença da Concessionária ViaRondon, que mostrou as intervenções que ocorrerão ao longo dos próximos anos. Contudo, ainda não há prazo de conclusão das obras, o que está em discussão com a Artesp, afirmou o engenheiro Fábio Abritta, da ViaRondon. O primeiro setor em obras vai do Trevo da Eny até pouco antes da avenida Nações Unidas, e foi retomado no mês passado. Vários empresários da região mostraram descontentamento com a falta de novos acessos, e pediram que futuramente a marginal tenha mão dupla em alguns trechos, demanda que será levada até a Artesp. A previsão é que as obras desse primeiro setor sejam concluídas em maio do ano que vem.
FECHADA
Apenas depois desse período é que serão iniciadas as obras do segundo lote, que vai da avenida Nações Unidas até pouco depois da avenida Rodrigues Alves.
Nesse trecho está prevista a obra mais delicada do ponto de vista técnico, na região da avenida Duque de Caxias. O viaduto da Duque será interditado por cerca de quatro meses quando a obra chegar nessa parte, e uma adutora de água que está acoplada na passarela perto da USC terá de ser realocada, o que envolverá a participação do Departamento de Água e Esgoto (DAE). O projeto não contempla o viaduto da avenida Cruzeiro do Sul sobre a Rondon, mas os vereadores Natalino da Silva (PV), Yasmim Nascimento (PSC) e Paulo Ferreira Leite 'Coxa' (PP), que acompanharam a audiência, pediram que o viaduto seja incluído, e uma das sugestões é que seja construído antes da interdição da Duque, como forma de dar mais uma opção ao trânsito.
A partir da avenida Rodrigues Alves até o trevo da Nuno de Assis está o terceiro setor, e o quarto setor vai da Nuno até a Rodovia Bauru-Marília (SP-294), no Núcleo Gasparini. A ViaRondon pretende avançar sobre essas áreas apenas depois de concluir os dois primeiros. Nestes dois lotes finais, os pontos mais delicados são os trevos da Rondon com a Nuno de Assis e com a Rodovia Bauru-Iacanga (SP-321). As marginais serão contínuas, desde o Trevo da Eny até a Bauru-Marília, e precisão de viadutos sobre a Nações Unidas, na continuação da avenida Manoel Duque (ligação do Jardim Guadalajara com a rua Marcondes Salgado), sobre a linha férrea, sobre a Nuno de Assis, e na ligação do Vista Alegre com o Jardim Araruna. Já na Duque de Caxias e Rodrigues Alves, as marginais passarão por baixo das avenidas, bem como no trevo com a Bauru-Iacanga. A iluminação das marginais e da pista principal não está prevista no contrato.
Reuniões por lote até o final do mês
A secretária de Planejamento, Letícia Kirchner, e o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, falaram ao final do encontro que um grupo de trabalho será formado pelo município, e os quatro setores serão ouvidos em reuniões que ocorrerão até o final do mês, a partir da semana que vem. Depois, todas as demandas serão levadas para a Artesp, pois é a entidade que pode autorizar as intervenções e incluir no contrato com a ViaRondon.
O presidente do Conselho do Município, Raeder Puliesi, esteve presente, e o Conselho da Mobilidade Urbana solicitou a construção de calçadas e ciclovias nas marginais, seguindo lei estadual que determina essas obras. Já os moradores de bairros perto da rodovia solicitaram alternativas durante as obras para o acesso a outras regiões da cidade. Os empresários, por fim, afirmaram que o acesso das empresas para a rodovia devem ser consideradas.