| Fotos: Malavolta Jr. |
| Nessa quarta-feira (12) pela manhã, o bloco carnavalesco Fora da Casinha se apresentou no Calçadão da Batista |
Quem sofre de algum transtorno mental trava uma batalha diária, principalmente, contra o estigma que envolve a problemática. Com o intuito de combatê-lo, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), em Bauru, mesclam acolhimento com incentivo à arte. Foi neste contexto que surgiu o bloco carnavalesco Fora da Casinha, que se apresentou na quadra 3 do Calçadão da Batista de Carvalho, nessa quarta-feira (12) pela manhã, em ação alusiva ao Setembro Amarelo.
| Thaís de Oliveira explica os benefícios do acolhimento |
Segundo a coordenadora do Ambulatório Municipal de Saúde Mental, Thaís Helena de Oliveira, o acolhimento é mais do que um momento, mas sim, uma postura. "Nós trabalhamos o acolhimento com todos os funcionários das unidades, da recepção, passando pelos médicos e equipe técnica, até o servente de limpeza", revela.
Ainda de acordo com a especialista, o objetivo é fazer com que o usuário sinta-se, de fato, em casa. Thaís diz, ainda, que outro enfoque dos Caps está na formação de grupos terapêuticos, com diversas práticas, como artesanato, expressões verbais, pintura em tela e coral.
Formado por usuários do Caps, o Fora da Casinha é uma dessas estratégias. "A ideia é fazer paródias com marchinhas de Carnaval, inserindo o tema da saúde mental, como uma forma de protesto contra o preconceito e o estigma", argumenta a coordenadora do Ambulatório.
FORA DA CASINHA
| Malavolta Jr. |
| Juliana Pizano e Anecy Bertoni são as idealizadoras do bloco |
Idealizadoras do grupo carnavalesco, a psicóloga Juliana Peixoto Pizano e a fonoaudióloga Anecy Bertoni são do Caps 1, que atende pessoas acima de 18 anos, com sofrimento grave ou transtorno mental intenso.
Juliana frisa que a unidade conta com uma série de grupos terapêuticos e oficinas, inclusive, de expressão artística. "Neste ano, nós a transformamos a oficina de música no bloco Fora da Casinha, ampliando para funcionários e usuários do Caps AD e do Ambulatório Municipal de Saúde Mental", explica.
Já Anecy Bertoni afirma que o intuito é pensar em formas coletivas de enfrentar este sofrimento, com foco na inclusão e na desmistificação do preconceito.
DÁ RESULTADO
A psicóloga Roberta Moraes, a terapeuta ocupacional Janice Mara Moreira Gomes e a enfermeira Luciana Martins, do Caps Álcool e Drogas, também acreditam que o acolhimento e o incentivo à arte dão resultado muito eficientes.
"Esta é uma doença que deixa o paciente muito isolado, socialmente. O retorno para a comunidade se dá através do estímulo à arte e do acolhimento", conclui Roberta.
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Setembro Amarelo: seguem ações com usuários da saúde
A apresentação do Fora da Casinha, nessa quarta-feira (12), integrou o Setembro Amarelo, que é a campanha mundial de prevenção ao suicídio.
Outras atividades educativas também serão realizadas durante o mês, junto aos usuários dos serviços de saúde, em alusão ao Setembro Amarelo, em sala de espera e nos grupos terapêuticos.
A campanha ocorre desde 2014, por meio da identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações sobre o suicídio. O dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. No próximo dia 18, no período da tarde, e no dia 20, pela manhã, será realizada uma roda de conversa, com a temática “Suicídio”, dirigida por psicólogos do Caps 1 e do Ambulatório Municipal de Saúde Mental.
No dia 26, no período da manhã, haverá a palestra “Riscos de suicídio em transtornos mentais”, ministrada pelo psiquiatra Camilo Ruiz, do Caps 1, para profissionais da rede de saúde municipal. Além destas, há ainda, conforme o JC noticiou, amplo cronograma de ações promovidas pelo CVV.?
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