09 de julho de 2026
Política

Advogado de Lula prevê crescimento rápido de Haddad

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Ana Beatriz Garcia
Paulo Teixeira e Cláudio Lago passaram no Café com Política

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), candidato à reeleição, esteve nesta semana em Bauru, em campanha com movimentos sociais da cidade e região. Ele passou ainda no Espaço Café com Política do JC e afirmou que a decisão do partido em trocar Lula por Fernando Haddad na disputa a presidente foi inevitável e consequência final de um golpe iniciado com o impeachment de Dilma Rousseff. "Estão impedindo o Lula de concorrer", afirma.

O parlamentar é um dos advogados de Lula, que está preso desde abril em Curitiba. Na última terça-feira, o então candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) foi oficializado como candidato a presidente com Manuela D'Ávia (PCdoB) a vice.

"O golpe de 2016 quebrou a ordem democrática do País, colocando no comando um projeto de poder que foi derrotado nas urnas, com o Michel Temer (MDB), projeto agora representados pelo PSDB de Alckmin e por Bolsonaro. O Lula tem potencial de transferir 80% de seus votos a quem ele indicar, que agora é o Haddad. E isso permite considerar que, em duas semanas, o nosso candidato será o primeiro colocado nas pesquisas. Irá ao segundo turno e será a opção do campo progressista e mais à esquerda, para que o País volte a ter programas sociais, geração de emprego e renda", cita.

Ainda em Bauru, Teixeira disse que, entre suas propostas, está a retomada do Instituto Federal de Educação na cidade. A obra chegou a começar, mas foi interrompida. "Já conversamos com a universidade e pretendemos fazer com que a cidade tenha um Instituto Federal. É algo que falta ainda", destaca.

O parlamentar atua especialmente com movimentos sem-terra, sem-teto e na militância petista. Em Bauru, ele foi acompanhado por Cláudio Lago, membro há décadas do PT no município. O deputado foi ainda o relator do novo Código de Processo Penal, projeto que, na época, gerou muita discussão na Câmara dos Deputados e, depois, foi aprovado.