09 de julho de 2026
Internacional

OEA se pronuncia contra governo Maduro


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São Paulo  - O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, afirmou que não deve ser descartada uma intervenção militar na Venezuela para derrubar o governo de Nicolas Maduro.

A declaração do uruguaio ocorreu na Colômbia, no momento em que tratava da migração em massa de venezuelanos. De acordo com Almagro, o governo venezuelano tem cometido violação dos direitos humanos e crimes contra a humanidade.

"Nesse caso é miséria, é fome, é a falta de remédios, que são como instrumentos repressivos para impor uma vontade política ao povo, isso é inadmissível", afirmou.

"O sofrimento do povo, no êxodo induzido que está sendo conduzido [pelo governo venezuelano], coloca as ações diplomáticas em primeiro lugar, mas não devemos descartar nenhuma ação"

As declarações, dadas em Cúcuta, após uma reunião com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e soaram como uma resposta ao governo do ditador Nicolás Maduro. Ele disse que a crise humanitária pela qual o país passa faz parte de uma campanha mundial de difamação para derrubá-lo. O ditador venezuelano disse ainda que iria pedir uma indenização a Bogotá devido ao número de imigrantes colombianos que vivem na Venezuela.

Na visita de três dias à Colômbia, Almagro liderou um grupo da OEA que preparará um relatório que abordará ações de cooperação para as nações envolvidas na questão dos migrantes. Participam do grupo os coordenadores David Smolansky e Betilde Muñoz e José Miguel Vivanco, diretor-executivo da ONG Human Rights Watch para as Américas.

"Nunca vimos um governo tão imoral no mundo, que não admite ajuda humanitária quando está no meio de uma crise humanitária (...) A ajuda humanitária precisa chegar à Venezuela", afirmou Almagro.O povo venezuelano "pagou um alto preço para recuperar sua liberdade, recuperar sua democracia e ainda não a recuperou, a comunidade internacional definitivamente tem que responder a isso", disse ele.