| Laura Carlsson / 500px |
| 500px Photo ID: 115615497 - End of the day at the Mongagua beach. |
| Pixabay |
| Animais de estimação podem - e devem! - viajar durante as férias em família |
Bogotá, Colômbia
Bogotá não é apenas uma bela cidade, rica em história e em cultura: também é um local que oferece de tudo para que seu pet se sinta bem-vindo, começando com um grande número de espaços verdes, onde vocês poderão correr e brincar enquanto fazem um piquenique sob o sol. Um dos mais importantes é o Parque Simón Bolívar, de quase 4 km2de extensão (maior que o Central Park!), que conta, dentre outras coisas, com um lago, um complexo esportivo, um espaço para recitais e até mesmo um museu. Bogotá conta com uma ciclovia que é invejada por muitas cidades do mundo e que vai permitir que você passeie pela cidade enquanto leva seu amiguinho. Se prefere degustar as delícias da gastronomia colombiana, existem vários restaurantes na cidade que oferecem espaços abertos, onde você pode aproveitar sua refeição com a melhor companhia. Além disso, há uma famosa marca de café colombiano que possui lojas que aceitam animais de estimação. Bogotá é tão pet-friendly que também oferece spas para os pets.
Cidade do México, México
De acordo com os viajantes da Booking.com, a cidade do México é o destino pet-friendly por excelência: entre seus diversos parques se encontra o Parque General San Martín, que conta com uma área exclusiva de 1000 metros quadrados, delimitada por uma cerca em que nossos amigos caninos podem andar livres sem guia (contanto que se comportem bem), e possuem à sua disposição fontes para brincar e se refrescar. Pelas lembrancinhas, não se preocupe: se tiver vontade de fazer compras, não precisa deixar seu amigo sozinho. Há diversos shoppings que aceitam pets (com guia). E se você for uma dessas pessoas que adora mimar seus bichinhos, a Cidade do México possui diversas sorveterias em que vocÊ pode encontrar sabores de sorvetes fabricados especialmente para os pets (sim, também há sabor de bacon!). Se isso tudo não fosse suficiente, a cidade conta com um serviço único: todos os domingos, os cachorrinhos podem pegar um ônibus que os leva para passear pela cidade acompanhado dos donos. O passeio termina com um jogo em uma pista de obstáculos e uma sessão de relaxamento. Tudo para deixar seu bichinho feliz.
Santos, Brasil
Todos que têm um bichinho de estimação sabe que não há nada que eles gostem mais do que estar em contato com a natureza. É por isso que Santos, que combina o intenso verde da vegetação com o azul profundo do mar no jardim da orla de Santos, se torna um pequeno paraíso para os pets. Esse jardim, com uma extensão de 5 km (quase toda a costa de Santos), se torna o lugar ideal para que você e seu pet se mantenham em forma, pois conta com uma ciclovia e um calçadão amplo para caminhar ou correr. Santos também é o destino perfeito para quem adora gastronomia, pois está localizado em São Paulo, famoso por oferecer sabores deliciosos para paladares exigentes. Não se preocupe, pois seu animalzinho de estimação não precisa ficar fora do seu tour gastronômico: a onda pet-friendly está se espalhando pela cidade e cada vez mais restaurantes começam a aceitar pets em seus espaços abertos.
Punta del Este, Uruguai
| Laura Carlsson / 500px |
| 500px Photo ID: 115615497 - End of the day at the Mongagua beach. |
Faltando 22 dias para a eleição de 7 de outubro, está cada vez mais nítida (e crescente) uma polarização entre duas candidaturas, na verdade, entre duas proposituras, fruto das expectativas, angústias e medos de grande parte dos brasileiros quanto ao presente e ao futuro do País.
De um lado está uma parcela da população majoritariamente da classe média (com inserção também em classes mais pobres) que tem a vontade de que o Brasil volte a um tempo, ainda fresco na memória, de suposta segurança moral com progresso, daí apostar na candidatura tida de linha dura. A parte contrária é formada por classes mais pobres, que vivem o saudosismo de um recente período populista-assistencialista dos programas sociais, aliado a uma época de relativa estabilidade econômica, em grande medida devido à calmaria da economia internacional.
Ambos os lados vivem temores acentuados e se apegam aos candidatos que mais representam o universo de suas angústias. O resultado é: Bolsonaro versus Haddad (Lula). Que representa a hipotética volta ao tempo do "este é um país que vai pra frente..." e o "ame-o ou deixe-o" contra o que encarna o auge do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida.
O curioso, e preocupante nisso tudo, é que esses dois substratos importantes da população, que representam praticamente 60% do eleitorado atualmente, tem seus olhos no retrovisor, olham para o passado, para trás e depositam esperança em fatos e comportamentos que prevaleceram durante algum tempo, em determinadas épocas, mas que não têm serventia ou sentido algum para o presente e muito menos para o futuro, porque experiências se esgotam e a evolução dos fatos, para o bom e para o ruim, requerem novas soluções.
Disso, sobra um terço para outros 11 candidatos, uns trafegando entre o pensamento liberal e o de esquerda e outros entre o pensamento liberal e o de direita, o que também nos remete ao passado. E todos taxados, aos olhares severos mas pouco politizados e aflitos das massas, de políticos tradicionais, "farinhas do mesmo saco".
O fato de grande parcela da população estar tentando enxergar no passado um caminho para o futuro, idealizando experiências esgotadas, se dá pela absoluta incapacidade de vislumbrar no futuro as soluções e ideais necessários.
Somos, hoje, uma nação retrotópica, que se encaixa nos conceitos críticos pós-modernistas de Zygmunt Balman, um dos grandes pensadores das agruras do século 21.
Retrotopia é o título de um livro de Balman e significa mais ou menos o que já dissemos acima: sermos incompetentes para criar novas utopias e vivermos à mercê de utopias esgotadas, velhas e comprovadamente ultrapassadas. O objetivo já não é conseguir uma sociedade melhor, porque consegui-lo parece uma esperança vazia, mas apenas melhorar a posição individual dentro da mesma. Num oportuno artigo de Vítor Belanciano sobre a retrotopia, no site Fronteiras do Pensamento, ele argumenta que a partir da década de 80, esgotadas as experiências totalitárias (fascismo e o comunismo) mundo afora, e agora sob impacto vigoroso das novas tecnologias, notadamente a Internet, achávamos que os problemas fundamentais do mundo seriam resolvidos com pleno desenvolvimento. Pensou-se que seriam gestados novos modelos políticos e socioeconômico mais equilibrados para propiciar novo salto à civilização.
Mas nem tudo (ou quase nada) saiu como fora imaginado. O desemprego cresceu com a automação, o fosso social se acentuou e o medo da exclusão aumentou entre as famílias.
Entramos, então, na era dos "re" - revival, reengenharia, remember, remake, reformulação, revivalismo, entre outros "re" - e passamos a buscar no passado a saída para o que nos frustrou no presente.
Só fui buscar um pouco de teoria para lançar um facho de luz no que estamos vivenciando no processo eleitoral. Esse é o quadro da campanha do primeiro turno. O segundo, independentemente de quem estará nas urnas, vai ser consequência do primeiro.
Nunca precisamos tanto pensar em quem vamos votar. Não basta apenas a fórmula tradicional de olhar o currículo do candidato. É preciso entender em que momento da história nos encontramos e as consequências de nossas escolhas.