| Malavolta Jr. |
| Candidatos no Café com Política major Olimpio, Eduardo Bolsonaro, Marcos Pontes |
O deputado federal Major Olímpio (PSL-SP) é candidato a senador e defende uma mudança profunda no Senado para que o próximo governo tenha condições de implementar as reformas necessárias ao País. Ele fez campanha ontem em Bauru, acompanhado do candidato a segundo suplente da chapa, o astronauta Marcos Pontes, que é da cidade.
O evento contou com uma caminhada e uma carreata. Inicialmente, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) estaria em Bauru ontem, mas toda a agenda dele foi suspensa desde que foi esfaqueado durante ato de campanha. Ele segue internado em recuperação, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Desta forma, seu filho Eduardo Bolsonaro foi quem participou da campanha na cidade. Os candidatos a deputado federal Luiz Carlos Valle e Coronel Tadeu acompanharam a carreata. Antes, estiveram no Espaço Café com Política do JC.
Para o candidato Major Olímpio, o senador deve ser atuante pelo Estado. "As pessoas devem compreender o trabalho do Senado. A Câmara dos Deputados representa a população e o Senado, o Estado. São Paulo hoje tem três senadores que mais se justificam das acusações que recebem do que defendem o Estado. Sofremos com uma guerra fiscal, pois 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil saem de São Paulo e pouco volta. É no Senado que devemos agir nas necessidades orçamentárias, onde são aprovados empréstimos internacionais a estados e municípios e onde se processam presidentes, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, 32 dos 81 senadores estão processados. Se não fosse o foro privilegiado, mais da metade (destes 32) estaria na cadeia. Essa é a situação atual", cita.
Caso sejam eleitos, Olímpio e Jair Bolsonaro serão parceiros de imediato. "Bolsonaro disse que precisamos de uma trincheira forte no Senado. Flávio Bolsonaro é candidato pelo Rio de Janeiro e eu, aqui por São Paulo. O Legislativo tem um papel decisivo para a implantação de políticas de governo e quebrar essa política do 'toma lá, da cá', onde para apoiar se pedem cargos em ministérios e estatais. A Câmara e o Senado são um filtro, até porque qualquer mudança constitucional precisa de dois terços dessas Casas e o meu papel vai ser esse", afirma.
"A gente não conta com tempo de TV. Apostamos muito em redes sociais. Estamos fazendo tudo pelas redes sociais e viajando várias cidades em um dia só, mas está valendo muito a pena. O General Mourão (PRTB) está se desdobrando também. Não é uma substituição ao Bolsonaro, mas uma agregação de forças. O nosso partido, PSL, é pequeno, mas os ativistas e mobilizadores chegam a milhões. Não usamos o Fundo Partidário porque aquilo é uma vergonha. E a gente anda na rua de cara limpa", lembra.
CAMPANHA
O crescimento de Jair Bolsonaro nas pesquisas faz Olímpio acreditar que é possível uma vitória em primeiro turno. "Estamos realmente acreditando na vitória do Bolsonaro no primeiro turno, com o crescimento da campanha em todo o Brasil. Eu coordeno a campanha dele no Estado de São Paulo, e o sentimento das pessoas, de todas as classes sociais, é de mudança. Após o atentado ao Bolsonaro, muita gente que era avessa a ele está indecisa. E muitos que estavam indecisos estão apoiando", frisa.
"Ele é uma pessoa forte fisicamente e psicologicamente, tanto que o apelido dele entre os amigos desde a Academia Militar é 'Cavalão'. Nesta semana, ele já caminhou e, nos próximos dias, fará mais campanha pela Internet. E quando puder estará com a gente nas ruas, assim que a equipe médica autorizar", comenta.
O envolvimento dos filhos de Bolsonaro é outro aspecto destacado. "O Eduardo Bolsonaro tem ajudado muito, representa a família. Ontem estivemos em Assis, Marília, Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo. Amanhã (hoje), vamos a Itapevi e, depois, faremos uma vigília em frente ao Hospital Albert Einstein, sem caráter partidário, onde as pessoas vão orar silenciosamente pela recuperação do Jair Bolsonaro.
As nossas atividades são intensas. Semana que vem em Sorocaba, Piracicaba. Na ausência física do nosso líder maior, estamos indo para a rua mostrando para as pessoas que o nosso projeto é de coragem para as mudanças que o País mais precisa", diz.
"E o Marcos Pontes é fundamental para a gente. Uma figura de destaque para o povo brasileiro e que está empenhado. O Bolsonaro aonde vai sempre fala que o Pontes será o ministro da Ciência e Tecnologia, não por ser militar, mas porque é o mais preparado a um cargo como esse", conclui.
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| Candidadtos no Café com Política major Olimpio |
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| Major Olímpio ressalta que senador deve atuar pelo Estado |
Candidato dispara contra pesquisas
A divulgação de pesquisas eleitorais é combatida por Major Olímpio, que já tentou impedir a prática ainda na Câmara. "Eu não acredito em pesquisas, como esta do Datafolha. Eu mesmo tentei abrir na Câmara dos Deputados uma CPI contra esses institutos de pesquisa, buscando colocar na legislação a proibição da divulgação, porque de 1985 para cá, as pesquisas para cargos como presidente, governador de São Paulo e prefeito de São Paulo sempre erraram. Fazem um estrago, porque acabam induzindo as pessoas. Muitas votam em quem está melhor colocado", destaca.