| Malavolta Jr. |
| O deputado federal Eduardo Bolsonaro visitou o espaço Café com Política, do JC: candidato à reeleição esteve em Bauru representando o pai, Jair Bolsonaro, que se recupera de cirurgia em São Paulo |
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), esteve ontem em Bauru representando o pai, que segue internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de sofrer um atentado no último dia 6 de setembro. Em visita ao espaço Café com Política do JC, Eduardo, que também está em campanha para reeleição, avalia que o pai possa cumprir agenda política ainda no primeiro turno. Jair Bolsonaro estaria ontem na cidade.
"Não está descartada essa possibilidade. Podendo sair do hospital, ele ficará no Rio de Janeiro, na casa dele, e já pode começar com entrevistas. Não está fora de cogitação ele ir para a rua ainda no primeiro turno. Talvez meu pai pegue o último debate de candidatos, por exemplo", comenta, complementando que Jair Bolsonaro está se recuperando bem, inclusive das complicações da última semana, que exigiram um novo procedimento cirúrgico.
"Agora, ele se encontra na recuperação normal. Os médicos, inclusive, a todo o momento, elogiam a sua forma física, mesmo tendo mais de 60 anos. Dizem que, em outros casos semelhantes, o paciente demora mais para se recuperar. Ontem (anteontem), fiquei sabendo que meu pai já andou novamente", conta.
Eduardo relata que o atentado contra o pai, que levou uma facada no abdômen durante evento de sua campanha em Juiz de Fora (MG), alavancou as intenções de voto a Jair Bolsonaro. "Na Internet, muitos, que antes iam votar em outro candidato, agora dizem que vão votar no meu pai. Eu vejo que, politicamente, ele subiu nas pesquisas em virtude da facada. Até porque cai a máscara do discurso dos intolerantes. Quem é o intolerante? Então, nesse momento, a atenção para cima do meu pai aumentou muito".
O deputado federal acredita que Jair Bolsonaro deva vencer a eleição ainda no primeiro turno.
MAIORIDADE PENAL
Entre as propostas de campanha, Eduardo Bolsonaro destaca que manterá esforços para que seja aprovada a PEC n.º 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos (estupro ou latrocínio, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte). "É um projeto que está parado no Senado. Espero que ocorra uma oxigenação grande, para que a gente tenha força no ano que vem e o projeto seja, de fato, aprovado".
Eduardo também defende que o estatuto do desarmamento seja revisto. "Não é jogar a arma para o alto e pega quem quiser. É com critérios. Permitir o porte para quem for maior de 21 anos, com teste psicológico. Tem que ter um 'nada consta' em todas as justiças. Enfim, que dê ao cidadão a possibilidade de ele ter uma arma de fogo, se assim ele desejar".
"Aí me falam: 'Eduardo, não tem necessidade disso porque a polícia é quem precisa fazer a nossa segurança'. Não é bem assim. A polícia pode ser a melhor do mundo, mas quando alguém entra na sua casa, é você quem tem de dar o primeiro combate. Quanto tempo vai demorar para a polícia chegar? Se a polícia tivesse que dar a segurança individualmente para todo mundo, não seria polícia. Seria guarda-costas", completa.
'UM BOM SINAL'
Sobre a corrida pela reeleição, o deputado federal diz estar bastante confiante. "A gente tem que andar o Estado inteiro fazendo campanha. A expectativa é a melhor possível. Ontem (anteontem), em Santa Cruz de Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru), que tem cerca de 46 mil habitantes, havia ao menos 500 pessoas na praça da cidade, em uma sexta à noite, para recepcionar o Major Olímpio, eu e o coronel Marcos Pontes. Se isso não é um bom sinal, não sei o que é", finaliza.
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| Bolsonaro, no Café com Política, defende redução da maioridade |
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| Concentração e caminhada pelo Calçadão da Batista dos candidados major Olimpio, Marcos Pontes, Eduardo Bolsonaro |
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| Eduardo Bolsonaro e Marcos Pontes em ato político, realizado ontem na Praça Rui Barbosa |
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| Concentração e caminhada pelo Calçadão da Batista dos candidatos major Olimpio, Marcos Pontes, Eduardo Bolsonaro |