10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Petrobras reduz preço da gasolina


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Tânia Rego/Fotos Públicas
Plataforma de petróleo, P-67, ancorada na Baía de Guanabara: produção em baixa no mês passado

Depois de dez dias de estabilidade, a Petrobras reduzirá hoje o preço da gasolina em suas refinarias, para R$ 2,2381 por litro, 0,6% a menos do que o valor vigente.

Nas bombas, a gasolina atingiu na semana passada o maior preço desde janeiro de 2008. A escalada em período eleitoral joga pressão sobre a política de preços dos combustíveis no país.

Desde o último dia 14, a Petrobras mantinha a gasolina em suas refinarias em R$ 2,2514 por litro, o maior valor desde que a empresa passou a adotar reajustes diários, devido à impacto da desvalorização do real e do aumento das cotações internacionais.

A estabilidade era resultado do mecanismo de proteção anunciado pela estatal no dia 6 de setembro, que permite à sua área comercial segurar os preços por 15 dias em caso de pressões externas, como desvalorização cambial abrupta ou catástrofes naturais.

O preço das refinarias da Petrobras representa cerca de 35% do valor final de venda da gasolina nos postos, que atingiu na semana passada a média nacional de R$ 4,65 por litro, alta de 0,5% com relação à semana anterior.

Desconsiderando picos provocados pelo desabastecimento durante a paralisação dos caminhoneiros, é o maior valor desde janeiro de 2008 (corrigidos pela inflação), quando a cotação do petróleo se aproximava dos US$ 100 (R$ 400, na cotação atual) por barril.

Em junho daquele ano, chegou a bater em US$ 140 por barril (R$ 560). Nesta sexta (21), o petróleo Brent fechou a US$ 78,80 (cerca de R$ 315).

QUEDA DE PRODUÇÃO

 A Petrobras informa que, em agosto, a sua produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN), foi de 2,47 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,35 milhões boed produzidos no Brasil e 116 mil boed no exterior. O volume é 5,1% menor que o produzido em julho.

A produção total operada da companhia (parcela própria e dos parceiros) foi de 3,15 milhões boed, sendo 2,99 milhões boed no Brasil.

A estatal explica que em relação ao mês anterior houve uma redução, principalmente, pela concentração de paradas programadas para manutenção, que ocorreram no FPSO Cidade de Angra dos Reis e no FPSO Cidade de Maricá, localizados no campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos, nas plataformas P-25 e P-31, localizadas no campo de Albacora no pós-sal da Bacia de Campos, e da continuidade da parada da plataforma de Mexilhão.