09 de julho de 2026
Geral

Crianças com paralisia cerebral têm dia de brincadeiras

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

O lugar delas é em qualquer lugar. Para disseminar a inclusão, um grupo de cerca de 20 pessoas, de 1 a 15 anos, com paralisia cerebral, autismo e Síndrome de Down brincará por duas horas em meio ao público, em Bauru, hoje, Dia Internacional da Paralisia Cerebral.

De acordo com a psicóloga e organizadora do evento, Lindsey Paulo, a data nunca foi esquecida pela clínica onde ela trabalha, mas esta é a primeira vez em que a iniciativa será aberta ao público - afinal, outras crianças diagnosticadas com tal alteração neurológica, além dos seus pacientes, também foram convidadas.

Lindsey relata que, certa vez, atendeu um adolescente com paralisia cerebral, que constatou que a pior coisa que acontecera em sua vida foi o fato de não ter aproveitado a infância, porque deu prioridade apenas ao tratamento. 

Sensibilizada, a psicóloga resolveu agir e organizou o evento, marcado para hoje, das 10h às 12h, no playground do Boulevard Shopping. "O intuito é garantir que também tenham acesso ao lazer, independente da sua condição".

Ainda segundo ela, desde 2013, o País conta com legislação destinada à acessibilidade da pessoa com deficiência física e intelectual, mas a regra ainda caminha em passos lentos. "Só através de iniciativas como esta que a população toma consciência e, quiçá, consegue exigir o cumprimento das leis e políticas públicas".

A psicóloga explica que a paralisia cerebral é provocada por uma alteração neurológica ainda na gestação, durante o nascimento ou depois dele. O diagnóstico, normalmente, se dá antes dos 2 anos e a condição acomete o desenvolvimento motor e intelectual.

Entretanto, o acometimento depende do dano e da área do cérebro onde está localizado. Não há cura e o tratamento consiste em elevar o nível de funcionalidade do paciente.