09 de julho de 2026
Geral

Sem derrames: eleição de Bauru foi uma das mais limpas da história

Marcele Tonelli Luciana La Fortezza Marcus Liborio Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

A votação em Bauru neste domingo foi uma das mais limpas da história, com poucos derrames de santinhos. O fato foi confirmado pelos três juízes eleitorais. Conforme o JC noticiou, a Justiça Eleitoral armou uma série de estratégias para coibir os sujões, como campanas em locais previamente mapeados como 'estoques' de santinhos.

Além de limpa, a eleição também foi tranquila. Duas pessoas foram presas por boca de urna e houve apreensão de material de campanha.

Na 23.ª Zona Eleitoral, a maior do município, o juiz Jayter Cortez Júnior cita que houve a substituição de apenas sete urnas e foram poucos registros de derrames de santinhos. "Foi uma eleição limpa, com poucos santinhos jogados nas escolas da nossa Zona Eleitoral".

A organização e votação no âmbito da 300.ª Zona Eleitoral de Bauru também se deu de forma tranquila. A juíza eleitoral Ana Carla Criscione considera que deu resultado a estratégia dos juízes de advertirem contra o derrame de santinhos. "Foi absolutamente tranquilo o pleito. E a Justiça Eleitoral contou com o apoio operacional da prefeitura e demais órgãos na fiscalização preventiva. A imprensa anunciar com antecedência o trabalho de fiscalização para apreensão de material na madrugada ajudou. E os candidatos aqui também participaram desse espírito cívico e não descartaram material. Uma eleição limpa dentro e fora dos colégios", avaliou.

O juiz eleitoral da 387.ª Zona Eleitoral, André Luís Bicalho Buchignani, também considerou positiva a organização em sua área. "O balanço que eu faço é o mais positivo possível. Foi uma eleição muito limpa em termos de santinhos. Houve derrama, mas em um número muito insignificante. A prefeitura deu um apoio mais que eficiente, pois as escolas foram limpas o mais rápido possível", destaca, complementando que apenas duas urnas foram substituídas;

Duas equipes da Emdurb transitaram por pontos de votação para trabalho de varrição de santinhos que eventualmente ainda estivessem no chão, como ocorreu na Escola Estadual Luiz Zuiani (Parque Paulistano) e na Mercedes Paz Bueno (Higienópolis).

Ainda em relação às urnas com problemas, um caso chamou a atenção. Na USC (Jardim Brasil), um eleitor tropeçou em um cabo e o equipamento caiu. Assim, precisou ser trocado.

BOCA DE URNA

Dois fiscais de partido foram presos pelo crime de boca de urna, na tarde de domingo, no Centro de Transformação e Vivências (CTV) - unidade usada para substituir a E.E. Professor Francisco Alves Brizola (que está em reforma) na eleição deste ano -, no Núcleo José Regino.

Segundo o juiz eleitoral André Luís Bicalho Buchignani, a dupla se oferecia para acompanhar o eleitor até a sua seção e, durante o trajeto, distribuía santinhos com objetivo de influenciar o voto.

"Os dois foram detidos e levados ao DP (Departamento de Polícia) para lavratura de um termo circunstanciado pela boca de urna porque eles estavam abordando eleitores na porta da escola, conduzindo-os até a seção eleitoral e, nesse caminho, entregando santinho de um determinado candidato", detalha o juiz.

Bicalho cita, ainda, que os dois teriam sido ouvidos e liberados. O material utilizado pela dupla para cometer o crime eleitoral foi apreendido para investigação.

Pela manhã, a juíza eleitoral Ana Carla Criscione, representante da 300.º Zona Eleitoral, apreendeu material de campanha em uma lixeira em frente à Escola Estadual Irmã Arminda Sbrissia, na Vila Nova Esperança. O responsável não foi localizado.