08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Capitães da Areia

Rafael Ramos Teixeira (historiador)
| Tempo de leitura: 1 min

Você já reparou na molecada que segue pelas ruas em grupo, rindo ou fazendo seus "córris" das "paradinhas" nas esquinas. Pois bem, são na maioria das vezes inocentes e julgados pela sociedade. Não esperam muito além do que encontrar com os "camaradinhas" para dividir uma tarde na "brisa".

Sem ambições sociais ou de carreira, vagam pelas ruas. Seus estilo? O rapper. Bermudas e bonés coloridos, correntes no pescoço e tênis Nike. Andam gingando e ouvindo os RAPs que tocam alto nos carros parados ou em celulares.

Há encontros em que se socializa o rap, o grafite e o break. Eventos que reúnem uma galera do bem, seus simpatizantes e outros. Violência não há registros, nem brigas. É uma cultura singular e muito rica; seus desenhos (grafites) que muito expressam, suas músicas que a suas realidades narram e a dança (break) que através do corpo expressam sentimentos.

Os "manos". É assim que são chamados. E é assim que gostam de ser. Correr pelas ruas, gritar "ó os zomi" e ficar na responsa são algumas das atividades que o dia oferece. "Salve" grito principal e a "honestidade é a religião"(Mc Enicida). Sem mais, espero que o leitor acrescente esse grupo ao seu rol social e os veja de forma sincera e acolhedora.