Bons tempos em que as campanhas eleitorais eram realizadas com debates e discussões sobre o programa defendido por cada candidato.
Posteriormente, já no final dos anos 80, a discussão sobre os projetos foi sendo deixada de lado, e o espaço tomado por marqueteiros mais preocupados com o visual dos candidatos e consequentemente da campanha.
Campanha eleitoral começou a ficar parecida com a venda de produtos em liquidação nas grandes lojas, com a preocupação com a aparência, deixando-se de lado o conteúdo de cada candidato em evidente prejuízo para a comunidade, que, quando o eleito assume, percebe que comprou gato por lebre. E, o pior, não pode reclamar no Procon, pois o prazo de validade da mercadoria adquirida é de quatro anos.
Hoje, a situação ainda é pior.
O marqueteiros perderam espaço para as redes sociais, onde as campanhas continuam a ser realizadas, desta vez com propagação de mentiras e desatinos contra os adversários, acreditando os semeadores dos chamados "fake" que estão impunes dentro das paredes de sua casa ou escritório, podendo difamar, injuriar ou caluniar aqueles que disputam cargos eletivos e não são de seu gosto.
Candidatos fogem de debates para a discussão de projetos para o país e dissemina-se o ódio pelo Brasil.
Será que um dia voltaremos a discutir propostas políticas, administrativas para o país ou afundaremos mais ainda nesta guerra virtual?
Dizem tanto que o Bolsa Família é uma verdadeira esmola criada pelo PT, entretanto, o candidato hoje favorito anuncia que irá criar o 13º de tão famigerado programa. E os críticos da Bolsa, vão ao delírio.
Coisas do Brasil insensato. Vamos voltar a discutir propostas? Ou não?