Ter um filho significa assumir inúmeras responsabilidades, e uma delas é com a alimentação da criança, que deve ser bem planejada e com evolução calma e gradual. Durante os seis primeiros meses, a recomendação é que o bebê consuma apenas o leite materno. Algumas mães, contudo, precisam voltar a trabalhar antes de acabar o período de amamentação exclusiva. Nesses casos, há duas soluções, como aponta a nutróloga pediátrica Monica Moretzsohn, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
"O ideal seria que elas conseguissem manter a amamentação exclusiva durante este período, tirando o leite com bombinha e dando para o bebê, mas isso não é a realidade da maioria. Então, nesses casos, é indicado começar com a fórmula infantil própria para bebês com menos de 6 meses. É preciso reforçar que as crianças com menos de 1 ano não podem tomar leite de vaca", destaca a profissional.
ALIMENTOS
Após os 6 meses, é preciso fazer o filho experimentar os alimentos, já que a amamentação não supre mais - sozinha - as necessidades. É nesta época que surge outro grande desafio para os pais.
"Muitos acham que esta fase será fácil, mas a realidade é que a criança vai cuspir, vai fazer cara feia, até ela entender que este é um novo processo, já que ela vai se deparar com outros sabores e texturas. Por isso, é preciso ter paciência e muita calma, porque o bebê vai se adaptando aos pouquinhos", alerta Luna Azevedo, nutricionista materno-infantil da clínica Nutrindo Ideais.
Inclua uma nova refeição a cada semana no 'cardápio', sem pressa
A complementação alimentar deve ser feita de maneira gradual. A nutricionista Alexandra Marinho recomenda inserir uma nova refeição a cada semana, começando pelo lanche de fruta, seguindo pelo almoço, outro lanche de fruta e o jantar. É preciso lembrar que o leite materno continua sendo importante para a criança e, por isso, quanto mais a mãe prolongar os meses de amamentação, melhor para o bebê. O intervalo entre uma refeição e outra deve ocorrer a cada duas ou três horas.
"A introdução alimentar é uma das partes mais importantes em relação à alimentação do ser humano. Se ela for feita de maneira correta, a tendência é ter uma criança mais adepta a provar novos sabores, que não vai mostrar tanta resistência às mudanças que forem apresentadas pelos pais e vão receber melhor os pratos coloridos", diz Alexandra.
Os pais devem preconizar a oferta de pratos que possuam uma porção de carboidratos, uma porção de leguminosas, uma porção de proteína, uma verdura e dois tipos de legumes, preferencialmente de cores diferentes. "Quem determina o que a criança deve comer são os pais, já a quantidade deve ser escolhida pela criança", finaliza Monica Moretzsohn.