Muito se tem falado da cláusula de barreiras, exigência legal e racional para impedir partidos nanicos e pouco representativos de usufruir benefícios milionários quando, em verdade, em nada contribuem para o cenário político. Logo, se seu custo não compensa sua existência autônoma e não gera dividendos (políticos), não devem continuar existindo, o que os obriga a unirem-se a outros para terem mais força coletiva.
Longe de querer ser sectarista, defendo a tese da cláusula de barreiras para o pacto federativo, pelo bem maior do país. Mais de um terço dos estados brasileiros não produz renda para se manter. Isso é fato.
Se não fosse dinheiro "dos outros", desapareceriam. São dezenas de governadores, milhares de deputados e dezenas de milhares de cargos políticos que custam bilhões ao Brasil, embora tais estados não gerem dividendos (econômicos) para justificar sua existência autônoma.
Se os governos de tais estados não conseguem encontrar solução para autossuficiência, o mais sensato seria fundi-los em unidades maiores, diminuindo o gasto público e aumentando a produtividade regional, em igual raciocínio ao esposado pela questão partidária.
Não se trata de ferir o orgulho de ser deste ou daquele estado, bem como não importa ser desta ou daquela ideologia partidária para querer manter o partido nanico, mas de transformar este grupo pequeno e improdutivo em algo benéfico ao bem maior da nação brasileira.
Nos EUA, hoje com 50 estados, só se pode pleitear independência estadual se a província solicitante comprovar ser capaz de manter-se com recursos próprios. Em sentido contrário, no Brasil obriga-se que dois terços da população trabalhe e produza riqueza para ser dividida com governos estaduais que são incapazes de manterem sozinhos!
Concluindo: unir estados fracos num único ente federativo forte seria a solução para redução do gasto público e incremento da produção e geração de riqueza. Precisamos dar um basta nessa dependência, pois é ela, justamente, a causa maior do atraso e da injustiça social.