| Douglas Reis |
| Valdecir Pereira Nogueira coleciona, compra e vende moedas há três anos e meio |
| Uma das cédulas mais exóticas é a de Bangladesh |
O prazer em conhecer a cultura dos mais diversos países fez com que o operador de rebocador Valdecir Pereira Nogueira, de 31 anos, reunisse um "tesouro" riquíssimo. Dentro de um singelo armário na sua casa, na região do Jaraguá, em Bauru, ele guarda 600 cédulas e 5 mil moedas, antigas e atuais.
Tudo começou há três anos e meio, quando Valdecir ganhou uma cédula árabe de um conhecido e pegou gosto. Inicialmente, a ideia era complementar a renda doméstica, ao vender e comprar itens do tipo na Feira do Rolo, todo domingo.
Entretanto, Valdecir, carinhosamente apelidado de Super Val, descobriu um novo hobby. "Gosto muito de conhecer as moedas e a sua origem. Não me vejo mais sem exercer este papel de colecionador", confessa.
Logo, o operador optou por unir o útil ao agradável, ao tocar a barraca na Feira do Rolo. Para confirmar se o dinheiro antigo é verdadeiro ou falso, o segredo está na conservação do papel. "Normalmente, a cédula já está bastante envelhecida. No caso da moeda, deve ter resquícios de poeira", revela.
Valdecir, que chegou a ter 1 mil cédulas e 5 mil moedas, possui, hoje, uma coleção que vale aproximadamente R$ 5 mil. Falando nisso, a moeda mais cara do seu acervo é brasileira, de 2 mil réis, cuja unidade custa em torno de R$ 300,00.
EXÓTICAS
Já as mais exóticas são de Bangladesh e Iugoslávia. Contudo, o colecionador também guarda, com muito carinho itens da China, do Japão, do Brasil, da Dinamarca, da Austrália, da Espanha, de Portugal, da França, da Venezuela, de Cuba, do Panamá e de Camboja.
Entre as prediletas do operador, estão as moedas brasileiras de R$ 1,00, feitas em homenagem às Olimpíadas de 2016, que ocorreram no Rio de Janeiro. Toda a sua coleção é devidamente catalogada antes de ser guardada dentro do armário e exposta na Feira do Rolo.
Até então, Valdecir ainda não encontrou um item do tipo do qual não conseguisse se desfazer por "todo o dinheiro do mundo". Porém, se tivesse uma moeda da Roma Antiga em mãos, alega que não venderia por preço algum.