10 de julho de 2026
Política

Candidatos ao governo de SP, Doria e França votam

Estadão Conteúdo
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Assim como os dois presidenciáveis, os candidatos ao governo do Estado de São Paulo também já votaram. O ex-prefeito João Doria (PSDB) chegou antes do anunciado para votar na manhã deste domingo no Colégio St. Pauls, no Jardim Paulistano. O tucano chegou em uma van acompanhado do prefeito Bruno Covas, do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), da deputada eleita do PSL Joice Hasselmann, da senadora eleita Mara Gabrilli (PSDB) e outras lideranças do PSDB. Após votar, Doria mais uma vez exaltou o PSL de Jair Bolsonaro e o voto "Bolsodoria".

O ex-prefeito disse que tem o apoio do "PSL verde amarelo", mas enfrentou uma saia justa quando a senadora eleita Mara Gabrili foi questionada sobre seu voto para presidente. "Voto no João Doria", disse ela, evitando declarar voto em Bolsonaro. O PSL ficou neutro no segundo turno em São Paulo, mas o presidente da legenda, o senador eleito Major Olímpio, declarou apoio a Márcio França.

O candidato do PSDB também minimizou em entrevista coletiva o resultado das últimas pesquisas de intenção de voto.  "Na eleição de 2016 o nosso resultado contrariou as pesquisas. Nossos treckings são bons e nos colocam na frente", disse o candidato. Doria voltou a criticar o PT e as "esquerdas" que, segundo ele, apoiam França. "Márcio França não assume sua posição de esquerda. Não estou desqualificando o voto de esquerda, mas estou do outro lado. 

Já o governador paulista e candidato à reeleição, Márcio França (PSB), comemorou neste domingo sua subida nas pesquisas de intenção de voto às vésperas da eleição e disse estar confiante em uma vitória sobre o ex-prefeito da capital João Doria (PSDB). "De virada é sempre mais gostoso".

O governador votou também pela manhã em uma escola estadual no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Estava acompanhado da esposa Lúcia e de alguns assessores e políticos. "Acho que São Paulo vai dar um recado firme em direção à verdade e também à união", afirmou.

Ele voltou a criticar Doria pelos ataques que sofreu da campanha do tucano, sempre tentando vinculá-lo ao PT. "Tem aquele velho ditado: a mentira tem perna curta e o feitiço vira contra o feiticeiro. Você pode sustentar uma mentira por um período mas você não sustenta para sempre", afirmou. Questionado sobre em quem votou para presidente da República, França voltou a dizer que decidiu ficar neutro e não revelou se optou por Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) ou se anulou.