O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou, nesta quinta-feira (1º), o convite de Jair Bolsonaro (PSL) para ser o ministro da Justiça, já a partir de 1.º de janeiro de 2019. Ele se reuniu com o presidente eleito na casa do político, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Magistrado há 22 anos, Moro ainda é cotado para assumir uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O decano da Corte, Celso de Melo, terá que deixar o cargo em aposentadoria compulsória, em 2020.
Veja, abaixo, a nota oficial divulgada por Moro no final da manhã desta quinta-feira:
"Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão", diz Moro na nota.
"Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes", finaliza o juiz.
| Antonio Cruz/Agência Brasil |
| Juiz Sérgio Moro deixará o magistério, onde foi o principal nome da Lava Jato, e se tornará político ao assumir a pasta da Justiça. Ele ainda aguardará uma vaga no Supremo |