11 de julho de 2026
Polícia

Polícia Civil esclarece assassinato gerado por "guerra" no Jaraguá

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Cledson Nascimento relata a ‘guerra’ que culminou na morte
Facebook/Reprodução
Gabriel Antonio Tavares foi executado com um tiro na cabeça

Vingança, briga de grupos rivais e disputa por ponto de tráfico. Essa foi a fórmula explosiva que levou à morte de Gabriel Antonio Tavares, 22 anos, no dia 8 de agosto, no Parque Jaraguá. Exatamente um mês antes de sua morte, a vítima havia publicado a seguinte mensagem no Facebook: "Fazendo o certo ou errado, todos morrem no final. Então faça o que te faz feliz". A Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais de Bauru (DIG), esclareceu o caso nesta semana e um adolescente de 17 anos acabou confessando a autoria do crime.

Os nomes dos menores envolvidos serão preservados em respeito ao ECA. A vítima foi assassinada com um tiro na cabeça na alameda Acrópole, conforme o JC noticiou na ocasião.

"Iniciadas as investigações, a Polícia Civil apurou que, possivelmente, Gabriel seria um dos ocupantes de um veículo que, no dia 2 de agosto, teria atropelado, com a intenção de matar, um adolescente de 17 anos também no Parque Jaraguá, de um grupo rival", explica o titular da DIG, Cledson do Nascimento.

O delegado conta que este jovem permaneceu internado com vários ferimentos, mas sem registrar boletim de ocorrência (BO). Contudo, ainda de acordo com Cledson, o atropelado era bastante amigo de um outro adolescente, também de 17 anos, que igualmente estaria sendo ameaçado pelo grupo de Gabriel.

VINGANÇA

"Este adolescente, então, teria 'vingado' o amigo atropelado matando Gabriel. Depois, ele passou a receber ameaças de morte do grupo da vítima e, desde então, foi obrigado a deixar o Parque Jaraguá", explica o delegado.

Após a juntada de provas nos autos, inclusive com exame residuográfico positivo, foi representada na Vara e Infância e Juventude pela internação provisória. A medida foi cumprida nesta terça-feira durante uma audiência que o adolescente participava, já que também estava sendo procurado por ato infracional de tráfico de drogas e ameaça.

CONFESSOU

"Ele foi conduzido da Cadeia de Avaí para a DIG, onde confessou o crime, alegando que matou Gabriel em razão das ameaças que vinha sofrendo dele e do grupo rival, motivado por disputas por um ponto de tráfico", complementa o titular da delegacia especializada, Cledson Nascimento.

O adolescente aguardava, nessa quinta-feira (1), vaga na Cadeia de Avaí e seria encaminhado a uma das unidades da Fundação Casa.