Acho que eu mesmo, e muitos que aqui ou acolá pensam com eu, estamos todos errados. Sim, errados e não apenas eu deveria exultar ao expiarmos os nossos pecados.
É hora de reconhecermos que muita coisa vem caindo de moda, não tem mais significado, nada que as justifiquem. Rendamo-nos às classes altas sem as quais não teríamos os nossos empregos, os nossos sustento.
E não seria apenas isso, pois desde sempre o pobre é importante, eu diria mesmo imprescindível, valor para a sociedade, desde que não queira essa plebe avançar no que não seria a nossa parte ou a parte dos nossos patrões.
Rendamo-nos os às reformas previdenciárias conjuntas com as trabalhistas. Paremos com as nossas insolências, deixemos para classes de hierarquias superior os questionamentos do que seria bom para o progresso desta nação.
Nós, do roda-pé social, infelizmente ou felizmente, dependendo de como se lê, não temos condição alguma de querer ou requereres, pois não sabemos, como sabem eles, o significado da palavra bom.
Então, já seria aqui de bom tamanho e de bom começo a realização de um mea culpa. Deixemos a tempo de ser ignorantes, pois como haveríamos de saber um item se quer a mais de quem estudou, viajou, ganhou dinheiro se fazendo estar nos mais altos degraus da fama.
A nós, uma boa senzala e os afazeres que nos deem honestos bocados de comida já é mais que vida, mas desde que façamos jus, que não venhamos com armadas.
De mais, a liberdade que nos for dada deve ser vista e deve ser pega como uma grande dádiva.
Aqui, um proletário mais que conformado, ainda com grande culpa, mas pretendendo de agora em diante apenas obedecer a quem pode e deve mandar. O meu muito obrigado.