O ensino superior antigamente era uma questão de dedicação e valorização. Eu peguei essa fase, ter um ensino superior completo era motivo de orgulho, sonhava que todas as pessoas que quisessem estudar e se formar poderiam fazê-lo e alcançar. Hoje o ensino superior é um acesso a todos, mas a qualidade é bem inferior ao de algum tempo atrás.
Não só a qualidade é baixa, mas seus resultados também. Não que os alunos não sejam qualificados, eles o são, mas as faculdades, na maioria particulares, deixam a desejar: ensino a distância, corpo docente não qualificado, falta de comprometimento social, biblioteca desfalcada e pouca preocupação com a extensão universitária.
A grande quantia de faculdades disponíveis em Bauru é um fato meio assustador, as pessoas o fazem mais para ter um diploma superior no curriculum e não para serem mais eficientes na vida. Não é à-toa que um presidente como Bolsonaro foi eleito no país e que encontramos curso de especialização pagos em faculdade como a Unesp, uma entidade pública! Aliás, o brasileiro está esquecendo o que significa este termo.
Bem, a questão não é a quantificação do ensino e sim a qualificação que deixa a desejar, até mesmo uma consciência de "classe" estudantil, a universitária, aquela que estuda para pensar a sociedade, é defasada. Ainda há aquela piadinha de um tempo atrás: quer perguntar aos universitários?
Devíamos ficar felizes com o aumento do acesso de cursos superiores, mas nem precisamos pensar muito para ter uma opinião sobre. Basta perguntarmos a qualquer um a nota que daríamos à tais faculdades.