| J. Serafim Show |
| Elite da Polícia Militar foi treinada na sede do 37.º Batalhão de Infantaria Leve (BIL), de Lins, para aprender a manusear metralhadora .50 |
Lins - Equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e da Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) participaram de treinamento na sede do 37.º Batalhão de Infantaria Leve (BIL) de Lins (102 quilômetros de Bauru) para aprenderem a manusear a metralhadora calibre .50, arma considerada de guerra, de uso restrito das Forças Armadas. O objetivo é reforçar o combate ao crime organizado.
A metralhadora .50 possui poder de fogo suficiente para derrubar aeronaves. Extraoficialmente, existe a informação de que o Exército chegou a ceder algumas dessas armas para a elite da PM paulista que atua na segurança do perímetro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde estão presos integrantes de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Esta é a primeira vez, desde 2006, que a polícia paulista pede apoio do Exército para garantir a segurança das penitenciárias. Recentemente, a inteligência da polícia detectou um plano de resgate de Marcola e de outros integrantes da cúpula da facção, inclusive com a ajuda de mercenários internacionais. Desde então, o aeroporto de Presidente Venceslau está fechado.
Para o plano, era previsto uso de lança-foguetes, metralhadoras e aeronaves. A cúpula da facção estaria com medo de ser transferida para um presídio federal. De acordo com as investigações, o plano de resgate de Marcola, condenado a 332 anos de prisão, foi tramado por Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, um dos maiores narcotraficantes da América do Sul.
Trabalhando da Bolívia e do Paraguai, Fuminho opera com a facção para enviar cocaína para a Europa e a Ásia. Ele estaria envolvido no assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, líder da facção que foi morto no Ceará em fevereiro deste ano. Conversas interceptadas pela polícia mostram que poderiam ser usados até R$ 100 milhões no plano.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que mantém o aumento de efetivo policial em Presidente Venceslau, com o apoio do Comando de Policiamento de Choque, e que "conta com o apoio e suporte logístico do Exército Brasileiro (EB), sem envolvimento de efetivo". "As medidas têm como objetivo garantir a segurança dos presos que estão em unidades prisionais, agentes públicos, assim como da população da região. Por questões de estratégia e segurança, mais detalhes não serão passados", informou.