10 de julho de 2026
Geral

Adutora rompe três vezes em dois dias no Bela Vista

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Adutora do Jardim Bela Vista rompeu pela terceira vez consecutiva nesta manhã de quarta-feira

DAE/Divulgação
Novo reparo: os técnicos trabalharam durante a manhã e a tarde na substituição da tubulação na rua Primeiro de Maio

Em dois dias, a adutora que abastece o Jardim Bela Vista rompeu três vezes. Horas após o primeiro reparo, em uma fissura no trecho localizado na quadra 4 da rua Primeiro de Maio, uma nova ruptura paralisou o abastecimento na região. O rompimento, ontem, foi próximo à quadra 5, cerca de 50 metros à frente do primeiro. Moradores do bairro relataram água com barro nas torneiras por conta dos problemas.

No início da manhã desta quarta-feira (7), logo após a chuva que atingiu a cidade durante a madrugada, a adutora rompeu pela terceira vez.

Os reparos estão sendo realizados desde segunda-feira (5). Os técnicos do DAE trabalharam na tubulação de 12 polegadas com a substituição de fibrocimento por PVC. Os primeiros reparos, antes do terceiro rompimento, foram concluídos por volta das 15h30. A previsão da normalização do abastecimento ainda é incerta.

FRAGILIDADE

Apesar dos três casos seguidos, de acordo com o presidente da autarquia, Eric Fabris, este foi o primeiro (agora terceiro) rompimento desta adutora neste ano, que, ainda segundo ele, é uma das tubulações mais frágeis da cidade. "Pequenas quedas de energia já podem provocar uma alteração no comportamento do Buster, uma bomba que aumenta a pressão e a vazão. Isso, somado à fadiga do material da adutora, são prováveis motivos desses rompimentos", diz.

Ainda segundo ele, a situação ainda poderia ter sido pior caso não houvesse a setorização, que vem sendo desenvolvida desde o início deste ano na região. "Estamos criando cinco setores na Bela Vista. Temos apenas um criado até o momento. Quando não tinha nem isso, tínhamos que fechar o abastecimento no bairro inteiro para cuidar de um vazamento e isso acontecia quase todo dia. A medida em que setorizamos, diminui a pressão e diminuem os vazamentos. Além da possibilidade de fechar apenas o setor com o vazamento, sem desabastecer demais pontos", completa.

'ÁGUA BARRENTA'

Apesar das justificativas do DAE, o problema chegou, literalmente, às torneiras de alguns consumidores. Após o reparo no primeiro rompimento, Fernando Magiore, de 51 anos, notou que o abastecimento de água tinha se normalizado, mas, para sua surpresa, o líquido estava barrento. "Abri a torneira, por volta das 19h de segunda-feira, e a água saiu com barro. Procurei o DAE e me informaram sobre um novo rompimento na adutora".

O técnico em contabilidade que mora há 23 anos na rua Padre Anchieta, no Bela Vista, conta que as interrupções no abastecimento são frequentes, mas que a água turva chamou a atenção dessa vez. "Nesse último ano, percebi uma melhora, mas estamos acostumados com as interrupções por aqui. Já o barro, foi a primeira vez que eu vi acontecer. Hoje (terça-6), pela manhã, tive que limpar toda a minha caixa d'água para tirar o barro para receber a água limpa", relata.

Eric Fabris disse que, por conta da fissura, é inevitável que um pouco de barro entre na tubulação. Ele ainda completou que o DAE se disponibiliza a limpar caixas d'água nesses casos.

Samantha Ciuffa
Água turva foi notada por moradores da região

Homologada empresa que perfurará poço no Jardim América

Ainda sobre o abastecimento, foi homologada, nessa terça-feira (6), a empresa Hidrogeo como vencedora do processo licitatório para perfuração do Poço Tubular Profundo Jardim América 2.

De acordo com o DAE, com vazão prevista de 180 mil litros de água por hora, o poço vai reforçar o abastecimento do bairro. A nova unidade irá substituir o poço Jardim América 1, que teve sua produção reduzida para 30 mil litros de água por hora após mais de 36 anos em funcionamento.

A construção desse e de mais outros dois poços (Núcleo Geisel e Parque Santa Cândida) constam no Plano de Contingência de Estiagem, lançado pela prefeitura e o DAE no final do ano passado.

"A gente não pretende acabar com o sistema Batalha, mas a intenção com o controle de contingência é fazer poços e adutoras que criem uma interligação entre as unidades de produção até para, quando houver uma bomba de poço queimada, você ter alternativas de abastecimento e não deixar a região desabastecida", garante Eric Fabris.

Ainda nesta terça (6), a Comissão de Processamento e Julgamento de Licitações do DAE recebeu os envelopes das empresas interessadas em participar da Concorrência Pública que prevê a perfuração do Poço Geisel 3, que também integra o Plano de Contingência de Estiagem.