| Douglas Reis |
| Giovanna Polo/DAE |
| Tubulação no Jardim Bela Vista, que necessita de troca, foi instalada na região no final da década de 70 |
Em cerca de 60 horas, a adutora que abastece o Jardim Bela Vista, em Bauru, rompeu três vezes, interrompendo o abastecimento na região e afetando cerca de quatro mil de pessoas, desde segunda-feira (5).
Em nota, o DAE afirmou que os trabalhos das equipes da divisão técnica, que começaram nas primeiras horas desta quarta-feira (7), foram concluídos por volta de 17h, com a substituição de dez barras de adutora que ainda eram de fibrocimento e possuíam mais de 40 anos de uso por PVC defofo, um material mais resistente. A previsão da autarquia é que o abastecimento no bairro seja normalizado durante a madrugada.
A decisão de substituir a tubulação ocorreu após constatar que a adutora implantada no trecho rompeu pela terceira vez consecutiva em menos de 60 horas. O quarteirão 5 possuía cerca de 60 metros de tubos que ainda são de fibrocimento e outros 40 metros que já foram substituídos por PVC defofo conforme os tubos apresentavam vazamentos. Ainda de acordo com o DAE, o trecho passará a ter apenas tubulações de PVC, que é um material de maior resistência e flexibilidade.
Devido a este trabalho, a parte alta do Jardim Bela Vista está com o abastecimento de água temporariamente comprometido. O DAE solicita aos moradores da região afetada que economizem água e, se necessário, solicitem caminhões-pipa pelo 0800-7710195 para ligações de telefones fixos ou 3235-6140/6110 para celulares.
Rompimentos
O primeiro rompimento ocorreu na tarde de segunda, o segundo caso aconteceu terça-feira (6) pela manhã e o problema voltou a se repetir, devido à fragilidade da tubulação e pela terceira vez, no final da madrugada desta quarta-feira (7). Todos os casos entre as quadras 4 e 5 da rua Primeiro de Maio.
Na tarde desta quarta, um quarto rompimento foi registrado na cidade, desta vez em outra adutora, de oito polegadas localizada na avenida Affonso José Aiello, próximo aos residenciais Villaggios e Samambaia. O rompimento foi provocado por maquinários de uma empresa privada que realiza obras no local, de acordo com o DAE.