10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Diplomacia À direita, volver

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

Este início de governo Bolsonaro na área de relações exteriores começa com algumas boas notícias: adeus às ditaduras africanas, aos bolivarianos dos aloprados Chavez e Maduro. Adeus aos chamados barbudinhos do PT de Celso Amorim.

Adeus ao terrorista assassino Cezare Baptisti, ao apoio aos negócios escusos da Odebrecht, JBS e outras negociatas no exterior com dinheiro público. Independentemente de posição ideológica, a defesa dos interesses do país é o que realmente deveria importar para o Itamaraty.

No entanto, algumas posições, seja de Bolsonaro peitando a China, nosso maior parceiro comercial, desdenhando a Argentina, posicionando-se junto a Trump sem ganhar nada com isto e sem ser convidado para o clube das potências ocidentais e ainda precipitadamente anunciando a transferência da embaixada em Israel para Jerusalém e fazendo o país alvo da ira dos seguidores de Alá ou cogitando abandonar o tratado do clima de Paris, são realmente posições preocupantes e que não representam os reais interesses do país, posturas de candidato populista e não a que se espera de um presidente equilibrado e republicano.

Mais preocupante ainda é a nomeação do ministro Ernesto Araújo, que embora seja diplomata de carreira, tem teorias exógenas e nem sempre condizentes com o papel do Brasil como uma das maiores potências do mundo, em PIB, em território e em população. Esperamos que o Itamaraty e sua tradição de boa diplomacia possam suplantar a ideologia.