09 de julho de 2026
Geral

OAB: Costa defende 'união construtiva'

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Paulo Godoy, José Milagre, Gisele Fleury, Marcos da Costa, Cláudia Queda, Thiago Tezani e Edu Avallone durante visita ao Jornal da Cidade

Presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos da Costa concorre à reeleição e esteve na última segunda-feira (19) em Bauru para evento na Comissaria com colegas que apoiam a Chapa 12. Antes, veio ao espaço Café com Política do JC acompanhado da candidata a vice-presidente Gisele Fleury e de outros apoiadores na cidade e região.

"Sou candidato não por um projeto pessoal, mas de um grupo político de milhares de advogados do Estado e o acolhimento das propostas da chapa tem sido bom", destaca.

"Agora procuramos intensificar o que já estamos fazendo, terminar algumas conquistas... Tem propostas em andamento no Congresso Nacional que precisam passar ainda em uma das Casas [Senado e Câmara]. Uma delas é a presença obrigatória dos advogados nas conciliações, outro o projeto que criminaliza a violação das prerrogativas".

Ele ressaltou, ainda, a participação das subseções nas decisões da OAB.

"São ouvidas na formulação do Orçamento da seccional para, no ano seguinte, ter uma tranquilidade em gerir os recursos e não sofrer pressões políticas. Nessa gestão, entre construções, reformas e ampliações, foram mais de 250 obras. As conquistas foram alcançadas porque seccional e subseções estavam unidas. Em Bauru, construímos o anexo da Caasp, reformamos o auditório, fizemos ajustes de acessibilidade, o Tribunal de Ética... tudo é fruto de trabalho conjunto".

VALORIZAÇÃO

Uma das solicitações dos advogados é por mais respeito aos profissionais em fóruns, em que muitas vezes os advogados são submetidos à revista antes de entrar em audiências. "Em alguns fóruns, o advogado ainda passa por revista. Estamos lutando para que na lei federal seja obrigatório, quando houver revista, que seja a todos, inclusive juízes, promotores e servidores". Ele acrescenta: "No CNJ [Conselho Nacional de Justiça] conseguimos uma vitória, que foi a revista de mulheres com agentes femininos".

Dentro das propostas, Costa destaca que o CNJ determinou o veto a comunicados que incentivem a ausência de advogados nos processos.

"Por uma iniciativa nossa, o CNJ definiu, que nas comunicações enviadas às partes, fica proibido de destacar que a ausência do advogado é algo positivo. Agora, pelo contrário, a recomendação é que seja destacado a importância da advocacia. E agora estamos brigando para tornar obrigatório por lei. Os dois senadores de São Paulo que foram eleitos assumiram esse compromisso de nos ajudar", lembra.

LIVRES E LÍDERES

Ele ainda pontua que a OAB em si não pode estar vinculada a partidos políticos, uma vez que há advogados de diferentes posições ideológicas atuando. 

"A gente tem advogados filiados a partidos de várias linhas ideológicas e isso é uma característica da advocacia no Brasil desde a implantação do primeiro curso de Direito do País, no século 19, sendo um celeiro de lideranças". 

Eleição será na semana que vem

A eleição da OAB será no dia 29 de novembro (quinta-feira) com as votações para a seccional e as subseções. No seccional do estado, são cinco candidatos. Na subseção de Bauru, concorrem dois: representando a situação, a candidata é a advogada Márcia Negrisoli, ligada ao atual presidente Alessandro Biem, que apoia, na disputa, estadual Caio Augusto dos Santos. Na oposição, o candidato é o advogado Thiago Tezzani (que apoia, na disputa estadual, Marcos da Costa). O voto é obrigatório aos advogados, que devem estar com o pagamento da OAB em dia.