09 de julho de 2026
Geral

Chapa de Sergei e Biazzo prega OAB despartidarizada

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Estiveram ontem no espaço Café com Política, no JC, a partir da esquerda, João Piccino, Clodoaldo Pacce, Jorge Moura, João Biazzo, Adriana Barbieri, Marcio Lopes, Rinaldo Lagonegro, Evandro Dias Joaquim, Otávio Anibal e Theodomiro Bento

A chapa à eleição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo composta no topo pela dobradinha Sergei Cobra e João Biazzo quer alcançar os eleitores com a promessa de despartidarizar a entidade, eliminar seu uso político para interesses que não sejam da classe, fortalecer as ações internas de garantia das prerrogativas dos profissionais e retomar o papel da instituição na defesa de garantias em todos os níveis, sobretudo a dos preceitos constitucionais fundamentais e que envolvem demandas coletivas, de proteção de direitos sociais e de direitos humanos.

É com esta plataforma que o grupo integrado por Sergei e Biazzo está percorrendo o Interior. Nessa segunda-feira (26), o vice na chapa esteve em Bauru. "Está na hora de a advocacia voltar a ser reconhecida como representante da cidadania. Temos um grupo de advogados militantes que vive exclusivamente da profissão. E queremos devolver a OAB para todos os advogados militantes. E sem reeleição, com mandato de três anos. Não pode ser ad eternum na Ordem, como é hoje com a situação", cita.

Para ele, a Ordem começou a ser 'pelega', com uso para interesse pessoais inclusive. "Começaram a usar a Ordem para interesse pessoal. DUrso (Flávio) usou a Ordem para ser vice do Russomano na eleição em São Paulo. O Marcos Vinicius usou a Ordem Federal para tentar ser ministro do STF. Partidarizaram a OAB e a usaram como instrumento fora do interesse do coletivo de militantes. E a Ordem também abandonou seu papel em prerrogativas em defesa da Constituição, de direitos fundamentais, de direitos humanos e das prerrogativas da profissão. Nós oferecemos ao advogado militantes quebrar esse ciclo e encerrá-lo", garante o candidato a vice, em nome de toda a chapa.

Segundo ele, a composição da maioria das funções na OAB Paulista não é de advogados militantes, mas de integrantes da carreira jurídica de outras origens. "Criaram uma estrutura com mais de 200 comissões, com instrumentalização da entidade e com relação partidária sem vinculação com os interesses dos advogados. A Ordem, além de defender o advogado, foi contemplada na Constituição e na lei e pelo seu histórico de defender o estado democrático de direito, os direitos humanos, a devida aplicabilidade da justiça. Tudo o que é instrumento de representação de alguma classe que se mistura com política se enfraquece. A Ordem dos Advogados não tem de se aliar a um determinado partido político. Ela vinculada ao poder perde sua independência. E na sua gestão atual, ela não presta contas de forma clara a seus associados. Vamos reformular comissões e abrir as contas", acrescenta Biazzo.