10 de julho de 2026
Geral

Apeoesp prevê fim de 38 salas e Estado nega

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Marcos Chagas, da Apeoesp, discursa sobre a possibilidade

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) diz que Bauru pode ter 38 salas de aulas dos ensinos Médio e Fundamental, do período matutino e vespertino, fechadas em 15 escolas estaduais. O prognóstico é feito pela entidade com base em relatos de professores, que afirmam ter tido acesso a informações prévias do planejamento das unidades para 2019. A Secretaria de Educação do Estado nega o fechamento e diz que a previsão não tem fundamento, já que o planejamento em questão dependeria da finalização do período matrículas, que só se encerra no início do ano que vem. 

A informação do fechamento foi repassada ao JC pelo coordenador da subsede de Bauru da Apeoesp, Marcos Chagas, que aponta a situação como resultado de um processo de superlotação das salas de aula.

"De 2017 para cá, o Estado aumentou a lotação das salas em 10%. Agora, tudo indica que começará a fechar o que sobrou", diz Marcos.

As informações, segundo ele, foram levantadas com professores há três semanas. "Mas sabemos que esta já é uma prática do Estado", cita o coordenador da Apeoesp, reforçando a luta antiga dos professores contra a superlotação das salas.

A entidade, contudo, não cita quais as escolas que seriam afetadas, caso a previsão se concretize.

ACESSO

Das 38 salas citadas pela Apeoesp, 14 seriam apenas no período noturno.

"A região dos bairros Ouro Verde e Vila Independência e Parque Viaduto já não possuem ensino noturno. E isso tudo pode dificultar ainda mais o acesso ao ensino para quem mora no extremo da cidade, desmotiva as pessoas a estudarem. É uma ação que caminha ao contrário da melhoria da educação", afirma Marcos Chagas.

SEM FUNDAMENTO

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado diz que é descabida a afirmação sobre redução de salas, uma vez que ainda está em andamento o processo de matrículas e transferências.

"Todo estudante tem vaga garantida na rede estadual, que adequa o atendimento à demanda. A formação de classes é feita de acordo com o módulo de alunos previsto em legislação, portanto, não há superlotação", ressalta a pasta estadual.