09 de julho de 2026
Esportes

Boca e River vão recorrer contra decisões da Conmebol sobre final


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A escolha do estádio Santiago Bernabéu como palco da final da Libertadores iniciou uma disputa nos tribunais entre Boca Juniors e River Plate. Por razões distintas, os rivais ficaram insatisfeitos e prometem apelar da decisão da Conmebol que marcou a decisão para o próximo dia 9 em Madri com torcidas dos dois times.

O Boca Juniors considerou insuficiente a punição aplicada ao River Plate - dois jogos com portões fechados em competições da Conmebol e multa de US$ 400 mil (R$ 1,54 milhão). Por isso, o time pretende ir até a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) se necessário. O clube entende que o rival deveria ser responsabilizado pelos ataques ao ônibus na chegada da delegação ao estádio Monumental de Nuñez no sábado passado. O Boca quer ser declarado campeão da Libertadores.

O recurso dificilmente chegará a tempo ao CAS. Depois da decisão da primeira instância do Tribunal Disciplinar, o Boca Juniors tem de recorrer à Câmara de Apelações. Especialistas consultados afirmam que o trâmite não é rápido. "Esse caminho a ser percorrido pelo Boca costuma demorar. A probabilidade de o clube conseguir uma decisão que suspenda a final é baixa. Os recursos, em regra, não têm efeito suspensivo, que só é concedido em situações muito excepcionais", explicou o advogado André Sica, especializado em Direito Desportivo.

Por sua vez, o River Plate considera que o rival levará vantagem por ter sua torcida novamente na final. No primeiro jogo, o Boca Juniors jogou diante de seus fãs no empate por 2 a 2. Nesse contexto, o jogo de volta deveria ter apenas torcedores do River Plate. Por isso, a torcida marcou para este sábado um protesto no Monumental de Nuñez.

"O Club Atlético River Plate vai apresentar os recursos e apelações pertinentes contra as resoluções anunciadas pela Conmebol e seu Tribunal Disciplinar, em relação à mudança na sede da final da Copa Libertadores, à multa e à proibição de jogar diante de sua torcida em duas partidas", anunciou o clube

"A pena é branda, considerando-se a gravidade do ocorrido. Para efeito de comparação, apenas a multa é maior do aquela imposta ao Flamengo pelos incidentes no Maracanã na final da Sul-Americana em 2017. O caso do River é substancialmente mais grave", avaliou o advogado Américo Espallargas, também especialista em Direito Desportivo. À época, o clube carioca foi multado em US$ 300 mil (R$ 1,3 milhão) por invasão dos torcedores no Maracanã.

MARADONA

Em entrevista à rádio La Red, Maradona questionou por que a Conmebol não mudou o jogo para o estádio do Vélez Sarsfield em vez de transferi-lo para Madri. Além disso, o ex-jogador também desqualificou as decisões do paraguaio Alejandro Domínguez, presidente da Confederação, e Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).

"A verdade é que são a praga do futebol. Não estão capacitados para seus cargos. Não engulo que Domínguez venha falar do futebol do mundo. Não engulo que 'El Chiqui' Tapia venha falar de futebol", afirmou o atual treinador do Dorados de Sinaloa, do México.

Para finalizar, Maradona fez críticas severas dirigidas ao River Plate. "E digo ao pessoal do River Plate que não é uma situação para se viver na pele. Depois, quando forem jogar contra o Boca fora de casa, como farão para entrar? Que o River não fique com o argumento do gás de pimenta, pois esse assunto foi encerrado em 2015 (na ocasião, jogadores do River sofreram com gás de pimenta lançado por torcedores do Boca, na Bombonera, em jogo pelas oitavas de final da Libertadores. Com o jogo suspenso, o Boca foi desclassificado e o River avançou)" .