| Divulgação |
| Luara Alonso, Ana Laura Colombara, Isabella Pedroso Gonçalves e João Vitor Franzon fizeram a limpeza ontem |
Jaú - Dizem que depois da tempestade, vem a calmaria. Neste caso ocorrido em Jaú (47 quilômetros de Bauru), pode-se dizer que, depois de uma péssima atitude, veio um belo exemplo de cidadania. Após um grupo de estudantes destruir livros na frente da Escola Estadual Álvaro Fraga Moreira, no Jardim Carolina, e deixar toda a rua suja, outros alunos da mesma escola, sem concordar com o fato, foram ontem ao local e limparam toda a sujeira.
O péssimo exemplo inicial ocorreu na sexta-feira e foi postado na página do Facebook 'Tem coisas que só acontecem em Jaú-SP'. Em uma das páginas dos livros destruídos, estava escrito "O que eu aprendi...", com espaço para os alunos completarem em seguida.
Após ver a publicação, um grupo de alunos, que não concordou com o fato, deu uma bela lição de civilidade. "Eu, como aluna, me senti mal. Às vezes, a atitude de alguns prejudica todo mundo", diz Isabella Pedroso Gonçalves, 17 anos, que cursa o 2.º ano do Ensino Médio.
Determinada a não deixar que a imagem da escola onde estuda fosse arranhada por conta de um ato praticado por alguns alunos, a estudante teve a ideia de montar uma força-tarefa para recolher os materiais escolares abandonados no entorno da unidade.
"Mandei mensagens para alguns colegas meus e nos grupos das salas de aula e postei no meu Facebook também", revela. Ontem de manhã, Isabella e os colegas Luara Alonso, Ana Laura Colombara e João Vitor Franzon foram até o local com vassouras e sacos de lixo.
"A ideia foi não deixar que o nome da escola ficasse manchado por conta de uma atitude dessa. O que nós fizemos foi para defender a escola", declara a estudante. "Mas eu espero que a gente tenha passado uma lição para que fatos como esse não aconteçam de novo".
Além do ato - que já mandava um ótimo recado por si só -, os alunos fizeram além. Pegaram a mesma folha onde estava escrito "O que eu aprendi..." e completaram "Que não adianta reclamar do País e não fazer nada para ajudar. Educação vem de casa!".