| Malavolta Jr. |
| Edilson Capetinha participará de um jogo solidário hoje, na Arena Tóquio, em Bauru |
Mundialmente conhecido por seu futebol e sua irreverência, o ex-Palmeiras, Corinthians e Seleção Brasileira Edilson Capetinha está em Bauru para participar de um jogo solidário e avalia que a espontaneidade dos jogadores poderia levar o Brasil ao hexacampeonato da Copa do Mundo.
Esta é a terceira vez em que o ex-jogador visita a Arena Tóquio, local da partida solidária e situada na quadra 27 da rua Coronel Alves Seabra, no Alto Alegre. O evento está marcado para hoje, a partir das 14h, e a entrada é um quilo de alimento não-perecível ou um litro de leite. Os donativos serão encaminhados à Creche e Berçário São José, em Bauru. Além de Edilson, o ex-goleiro do Corinthians Ronaldo Giovanelli também participará da disputa.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, Edilson afirmou que fazer parte deste tipo de evento é importante, porque estimula as novas gerações a praticarem o esporte. Ele ainda criticou a falta de irreverência do futebol brasileiro. Leia, a seguir, os principais trechos.
Jornal da Cidade - O que leva você a participar de jogos beneficentes?
Edilson - Eu faço isso durante o ano inteiro. É muito legal, porque sou referência para alguns pais, cujos filhos sequer me conhecem, não me viram jogar. É, ainda, uma maneira de me aproximar daqueles que torceram por mim no decorrer da minha carreira. Enfim, a galera gosta de ficar por perto e acaba tendo estímulo para praticar o esporte.
JC - Você acredita que jogadores carismáticos, irreverentes, espontâneos, como você, fazem falta ao futebol brasileiro?
Edilson - Fazem falta, pois, na verdade, o brasileiro gosta de originalidade, de coisa boa. Então, todo jogador que é irreverente não deixa de ser competente, ele sabe o que está fazendo. Você vê o Neymar. Ele é tão bom que consegue ser irreverente. E a gente acaba sendo formador de opinião. Tudo o que a gente fala tem eco. No meu caso, até sobrevivo mais, afinal, consigo sair nas ruas e ter um apelo de popularidade grande, justamente por ser irreverente.
JC - Hoje, o Edilson Capetinha teria espaço no futebol brasileiro?
Edilson - Se eu jogasse hoje, seria o top 1 ou 2 do Brasil. O futebol mudou e os jogadores, como a gente, quase não existem. Então, os que sobreviveram ou aqueles que surgem são considerados fenômenos. Este é o caso do Neymar. Talvez, se ele jogasse na minha época, não fosse considerado todo este profissional que é, porque havia vários com a mesma característica e capacidade.
JC - A Seleção venceu a Copa do Mundo, em 2002 com jogadores como você e Vampeta entre os convocados. Será que falta isso para o Brasil conquistar o hexacampeonato?
Edilson - Eu achei que faltou isso nas duas Copas, tanto na de 2014 quanto na de 2018. O jogador irreverente serve até para falar algumas coisas que o outro colega precisa ouvir. Eu e Vampeta, por exemplo, chegaríamos no Neymar falando que ele não precisaria cair tanto. As pessoas têm receio de chegar no Neymar e falar, com medo até de como ele reagiria. Mas a gente, com o nosso jeito, faria desta forma, sem dúvida alguma.