10 de julho de 2026
Nacional

Infestação do Aedes põe em alerta 11 cidades do litoral


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Onze cidades do litoral de São Paulo estão em alerta ou risco de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikunguya e febre amarela urbana, de acordo com o Ministério da Saúde. A situação acontece às vésperas do fim de ano e das férias de verão, onde as cidades litorâneas recebem muitos turistas.

Santos, por exemplo, uma das cidades em alerta, estima receber 1 milhão de pessoas para assistir à queima de fogos no Réveillon.

O Ministério da Saúde divulgou os resultados do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), que mostra a situação das cidades brasileiras em relação aos criadouros do mosquito.

O Índice de Infestação Predial leva em conta os imóveis com larvas do mosquito em água parada: o índice entre 1% e 3,9% é considerado em alerta e acima disso, risco.

No litoral paulista, a situação mais grave é a de São Vicente, na Baixada Santista, com índice de 6%, e Iguape, no litoral sul, com 6,1%. Ambas as cidades estão com risco de infestação. Já Santos, Peruíbe e Itanhaém, Guarujá e Cubatão, na Baixada, e São Sebastião, Ubatuba, Ilhabela e Caraguatatuba, no litoral norte, têm índices que as deixam em alerta.

NÚMEROS

No estado de São Paulo, são 250 as cidades em situação de alerta ou de risco, segundo o ministério. A maior parte dos criadouros foi encontrada em depósitos domiciliares (4.456), depósitos de lixo (1.899) e água (629).

De janeiro a 6 de novembro deste ano, o estado registrou 9.181 casos de dengue confirmados, ante a 6.269 em todo o ano de 2017: alta de 46,4%. Houve queda em relação à chikungunya, que registrou 209 casos este ano e 354 no ano passado. Também houve 123 casos de zika neste ano e 121 em 2017. Não há casos de febre amarela urbana registrados no país desde 1940.