Nessa ebulição social, nessa transformação por que passa nossa sociedade, vivemos um viés de mudanças, mas que mudanças!? Somente nos outros?! E a nossa, estamos corretamente?! Como ficamos?! Quando o espelho social reflete-nos um cenário em desarmonia e preocupante, gritamos, esperneamos, exigimos mudanças em nome da democracia, mas e nossa postura diante dos fatos? Afinal, uma sociedade é um conjunto abrangente, onde somos peças chaves para uma nova postura e forma de pensar, afinal, cobrar é cômodo, difícil é ser exemplo!
Exigir mudanças é primordial, mas até que ponto estamos dispostos a mudanças! Na família, no respeito mútuo, com a esposa e filhos! No trabalho, com chefes e colegas! Com seu vizinho e vice-versa! No barzinho de fim de semana, no rateio do happy hour, do churrasquinho, sem querer dar uma de Gerson!
No time, nas peladas de futebol society aos finais de semana, querendo ser Pelé e dono da bola! No respeito ao semelhante, aos animais, idosos e crianças! Você não é e nem será o único, sempre haverá alguém à sua frente e outros tantos à sua retaguarda! O respeito na ordem de chegada na padaria, banco, lotérica! Usufruir de projetos sociais, sem ter os requisitos necessários, do jeitinho!
Minha casa, minha vida, bolsa família, aluguel solidário, cesta básica! Invasão de propriedade rural e urbana, em nome do direito, formando verdadeiros bolsões de pobreza e vulnerabilidade social! Ligações clandestinas de água, luz, TV a cabo, internet!
Levar vantagem sobre quem? Vivemos uma metamorfose, uma verdadeira crise de identidade. Uma sociedade que exige mudanças, mas até que ponto estamos dispostos a contribuir e deletar esses vícios, essas picuinhas, essa nação de 'Gersonianos'! O Brasil só mudará quando mudarmos de postura, começando pelas pequenas ações, que serão exemplos para grandes mudanças e transformações!
O espelho carece de bons reflexos...