A justificativa dos militares para a decretação do AI-5 foi o fato de a Câmara Federal ter negado autorização para processar o então deputado Márcio Moreira Alves que teria proferido um discurso considerado ofensivo às forças armadas e foi decretado em 13 de dezembro de 1968, anterior portanto à saída do Capitão Carlos Lamarca. Sargento Darcy Rodrigues, Cabo José Mariane e Soldado Zanirato, do IV RE de Quitaúna, que ocorreu em 24 de janeiro de 1969 e, a bem da verdade histórica, o decantado ataque do carro bomba não foi contra o IV RI e sim contra o Quartel do II Exército e, comprovadamente, segundo documentos da polícia política, sem a participação de Darcy, Dilma e Lamarca.
Aliás, foi a partir da decretação do AI-5, retirando todas as garantias individuais do povo brasileiro é que muitos militantes optaram pela luta armada, afinal, antes do AI-5 muitos acreditavam na via pacífica, via voto popular para derrubar os golpistas de 64, os verdadeiros terroristas deste período, por derrubarem um governo constitucional e legal, sufragado com o voto popular. Antes de 13 de dezembro de 1968, poucas ações revolucionárias haviam sido levadas a efeito e aumentaram de intensidade a partir desta data.
Falar que os perseguidos pelo Golpe Militar foram indenizados pela Comissão Nacional da Verdade é demonstrar desconhecimento da história e da legislação. A Comissão da Verdade não reparou os direitos solapados de ninguém e somente buscou resgatar a verdade histórica. Funciona no Ministério da Justiça a Comissão de Anistia e Paz, com este objetivo, comissão criada com a regulamentação do artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 que os golpistas de 2016 e 2018 vem buscando de todas formas rasgar. Darcy Rodrigues, assim como outros perseguidos políticos, foram anistiados por esta comissão, decisão referendada pelo Ministro da Justiça.
A primeira tentativa de se montar um grupo guerrilheiro ocorreu em Caparaó, movimento organizado por Leonel Brizola, e na Argélia, onde se encontrava exilado, Miguel Arraes se movimentava em apoio aos movimentos de oposição no Brasil, tendo inclusive recepcionado os quarenta presos políticos brasileiros, libertados em troca do embaixador alemão, em junho de 1970, dentre eles Darcy.
Casos nitidamente escabrosos foram julgados pela Comissão de Anistia, dentre eles o caso do psicólogo professor Romeu Cajueiro, da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, denunciado de forma vil e covarde por um médico bauruense de que era marceneiro no nordeste e se fazia passar por psicólogo para incutir o marxismo na cabeça dos ferroviários.
Nunca foi marxista e amargou por mais de dois meses a prisão na Cadeia Pública de Bauru. Provando que oportunista e tiririca surgem em todos os cantos, um ex-militar, expulso das forças armadas, por ter sido surpreendido com considerável quantidade de "droga" em seu armário, igualmente buscou a anistia política, alegando que fora perseguido politico. Evidente que não obteve êxito em sua esdrúxula pretensão. Imputar ações a companheiros que dela não participaram é pratica comum de pessoas sem nenhum compromisso com a história.
Finalizando e aproveitando o espaço, existem pessoas bradando contra a chegada de imigrantes no Brasil. Sorte de seus antepassados não existirem pessoas como esta, quando chegaram ao nosso país em busca de melhor sorte na vida.