Com o fim do Ministério da Cultura, através da MP 870/2019, o governo Bolsonaro pretende calar a representação artística e cultural brasileira, bem como impor, através da força do Estado, um conceito pré-definido sobre qual linguagem cultural será aceita.
Fazendo uso da retórica austera neoliberal, audível e palatável ao mercado, indigesta ao povo, o governo desmantela toda uma imensa cadeia de programas e projetos que visam o fomento e a promoção da cultura nacional. Importa dizer que, sim, haverá ainda incentivos por parte do executivo federal à iniciativas culturais.
No entanto, somente serão válidas aquelas que mais se enquadram a ideologia conservadora da gestão Bolsonaro. O atual governo reconhece que a cultura é ferramenta de emancipação pessoal, intelectual, social, crítica e muitas vezes se opõe ao establishment.
O mundo reconhece na cultura não somente um potencial econômico extraordinário, mas também a sua capacidade de promover o desenvolvimento humano e social.
Portanto, faz-se necessário calar vozes dissidentes, antagônicas. Silenciamento típico de governos autoritários, muito embora carreguem a sanção do voto e se autoproclamam democráticos, na prática é o contrário. Democracia é uma falácia sem o pleno direito ao contraditório.
É como o "presidente" bem disse: "formaremos cidadãos e não militantes políticos", assim, ficam os questionamentos.
Qual é a definição de cidadão que ele compreende?
Um cidadão alienado? É isso?
É... é melhor já ir se alienando!
Talkei! Cultura, resiste!