08 de julho de 2026
Geral

Caos no trânsito no 1.º dia de interdições

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Bruno Freitas
Fila de veículos na rua Saint Martin, que recebeu o fluxo intenso da avenida Nações Unidas com a interdição em cruzamento

Fotos: Douglas Reis
Fabrício Xavier reclamou que seu trajeto aumentou

O primeiro dia de interdições no Centro de Bauru para recapes foi marcado por congestionamentos enormes e por uma enxurrada de dúvidas e queixas entre motoristas. Nessa quarta-feira (9), o serviço foi concluído no cruzamento entre as avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, considerado o mais problemático por receber maior fluxo de veículos. E a paciência dos condutores deve continuar redobrada, porque os trabalhos continuam nesta quinta-feira (10), das 7h até as 17h. Cinco cruzamentos centrais terão o fluxo todo ou parte dele (apenas uma pista) interrompido por algumas horas ao longo desta quinta (veja mais no quadro no final).

Ao contrário do que havia sido divulgado pela Emdurb, as interdições não ocorrem de forma simultânea. A empresa CGS atua com duas equipes no recape. E o fluxo tem sido interrompido de forma parcial na maioria dos cruzamentos e de acordo com o término dos trabalhos.

Elisângela iria se atrasar para o trabalho

Os serviços ocorrem por meio de convênio com o Programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, que, em Bauru, prevê a execução de 17.698,14 metros quadrados de recape e 6.591,57 metros quadrados de pintura termoplástica extrudada em faixas de pedestres.

HOJE

As interdições na Rodrigues Alves e na rua Batista de Carvalho devem ser as mais demoradas hoje. A previsão é de que o serviço leve três horas. Outros trechos devem ser liberados de forma mais rápida, como os que envolvem a Duque, que terá interdição de apenas uma pista em cada sentido. 

Lívio Belíssimo encara o recape como necessário

Roger Fabiano diz ter sido surpreendido

Equipes do Grupo de Operações de Trânsito (GOT) da Emdurb estão espalhadas pelos pontos que recebem as intervenções viárias para orientar os motoristas.

DÚVIDAS E LENTIDÃO

Mesmo com a presença dos agentes de trânsito, nessa quarta-feira (9), alguns motoristas ficaram confusos no início da manhã. Na interdição do cruzamento da Nações com a Rodrigues, o fluxo para quem seguia sentido Bairro-Centro foi desviado pela quadra 1 da rua Coronel José Figueiredo.

"Achei ruim o desvio, nem sei que caminho pegar, acho que vou ter que dar uma volta grande para levar a esposa para o trabalho", criticou Fabrício Xavier, de 46 anos.

Roger Fabiano, de 32 anos, diz ter sido pego de surpresa. "Vou rodar a cidade o dia todo. Estou vendo que terei que ficar bem atento para não cair nessas enrascadas no trânsito", comenta.

Quem vinha dos bairros da Região Norte pela Nações, em sentido ao Centro, teve que desviar pela rua Saint Martin, o que gerou congestionamento gigante na via. "O trânsito está muito confuso. Vou ficar ainda mais atrasada para o trabalho", comenta a motociclista Elisângela Machado, 40 anos.

Nervosos com a lentidão, alguns condutores que passaram pela Saint Martin reclamaram da intervenção aos GOTs.

'LADO BOM'

Por outro lado, um pedestre que caminhava pelo trecho elogiou a intervenção ao ter o trânsito parado por um GOT para sua travessia. "É um lado bom dessa interdição. Nem precisei esperar o sinal vermelho e me senti muito mais seguro com o GOT ali", comenta Antônio Pascoal, 80 anos. "Precisamos melhorar o asfalto sim, mas também a educação no trânsito", completa.

Proprietário de uma banca na quadra 13 da avenida Nações Unidas, Lívio Belíssimo, 45 anos, comemorava o recape, apesar das horas que ficou sem faturamento. "A minha clientela é formada por quem fica no ponto de ônibus e os circulares estão desviando da Nações pela rua Saint Martin. Mas eu prefiro ver pelo lado bom. A avenida precisava de melhorias, é uma obra necessária".

COMPACTOU E LIBEROU

Engenheiro civil da CGS, Rafaello Andreoli explica que o processo de recape com o maquinário da empresa é rápido. "O asfalto não precisa nem resfriar. Passamos duas máquinas sobre a capa asfáltica e uma delas é responsável por compactar bem o asfalto. Depois disso, já podemos liberar o trânsito", cita o engenheiro.

POR QUE NÃO À NOITE?

Douglas Reis
Desvio no cruzamento entre a Nações Unidas e a Rodrigues foi feito pela rua Coronel José Figueiredo

Muitos motoristas perguntam por que as obras não acontecem no período da noite. O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirma que o custo aumentaria de 20% a 30% casos os serviços fossem no período noturno, devido ao pagamento de horas extras, o que obrigaria o município a fazer um aditivo no contrato com a empresa que está realizando as obras. "A gente pede a compreensão da população nesses primeiros três dias, que são os mais críticos. Na semana que vem, as obras serão em cruzamentos em que o impacto no trânsito deve ser menor", afirma.

Mesmo assim, caso, na próxima semana, os congestionamentos prossigam nestas proporções, ele promete reavaliar. "A tendência é reduzir os congestionamentos, mas, caso isso não ocorra, aí teremos que pagar a mais para que as obras sejam de noite mesmo", conclui.

COMPACTOU E LIBEROU

Engenheiro civil da CGS, Rafaello Andreoli explica que o processo de recape com o maquinário da empresa é rápido. “O asfalto não precisa nem resfriar. Passamos duas máquinas sobre a capa asfáltica e uma delas é responsável por compactar bem o asfalto. Depois disso, já podemos liberar o trânsito”, cita o engenheiro.