São Paulo - A Azul -um dos mais importantes clientes da Embraer no mundo- acredita que após o acordo entre a fabricante de aviões brasileira e a Boeing, o preço das aeronaves vai baixar nos próximos anos.
O governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (10) que deu aval à fusão entre as duas empresas.
Para John Rodgerson, presidente da Azul, a Embraer ganha, ao lado da Boeing, mais poder de barganha para negociar com fornecedores de peças para suas aeronaves e poderá, portanto, reduzir seu custo de fabricação, repassando a vantagem para as companhias aéreas.
"Se você tem cem aeronaves por ano ou 50 por mês para negociar com o fornecedor de peças, é muito diferente. Quando se unem Boeing e Embraer, dá um volume muito maior. Por isso estamos animados, isso vai ajudar a reduzir custos. As aeronaves devem ficar mais baratas", diz Rodgerson.
O mesmo raciocínio se aplica para a tendência de redução nos custos de manutenção.
Dos 123 aviões que formam a frota da Azul, 63 são Embraer. A empresa também tem dois cargueiros Boeing.
Em julho do ano passado, quando as negociações para a fusão avançavam, a Azul anunciou uma carta de intenção de compra de 21 aeronaves Embraer 195-E2, elevando a quantidade de pedidos firmes para 51.
A previsão é que as entregas aconteçam a partir deste ano. A nova aeronave terá 136 assentos, 15% a mais que a geração atual. Segundo a companhia aérea, o novo modelo, que tem menor consumo de combustível, pode levar a uma redução de pelo menos 26% no custo por assento, se comparado com a geração atual de aviões E1.
O presidente da Azul lembrou que o movimento para a fusão entre Boeing e Embraer, negociado há mais de um ano, foi uma reação da fabricante americana à compra pela Airbus da divisão de aviões comerciais da canadense Bombardier.