| Malavolta Jr. |
| O delegado Dinair José da Silva realizou visita nessa segunda-feira (14) e conversou com os frequentadores |
Depois da ampla reportagem publicada nesse domingo (13) pelo Jornal da Cidade, a Polícia Civil esteve nessa segunda-feira (14) na Lagoa da Quinta da Bela Olinda, onde realizou vistoria e abordou banhistas. Ao JC, o titular da Delegacia do Meio Ambiente da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru, Dinair José da Silva, revelou que irá instaurar um procedimento investigatório para acompanhar o projeto de revitalização da área prometido pela prefeitura.
Com as altas temperaturas do verão, o risco de novas mortes serem registradas no local preocupa as autoridades. Neste fim de semana, inclusive, duas pessoas morreram afogadas na região.
Nessa segunda (14), na vistoria que foi acompanhada pela reportagem, a Polícia Civil flagrou cenas típicas que quase sempre estão associadas a casos de afogamento: crianças pequenas na água e adultos ingerindo bebidas alcoólicas. "Além do álcool ser a principal causa de afogamento, como revelou a reportagem do Jornal da Cidade, os pais que ingerem bebidas não tem as condições adequadas para supervisionar as crianças", comenta Dinair da Silva, que conversou e orientou os frequentadores.
Às margens da lagoa, também foi encontrada grande quantidade de lixo, como fraldas usadas, garrafas e latinhas de bebida, sacos plásticos, pedaços de isopor e até mesmo calçados. "O dano causado ao meio ambiente também nos preocupa", acrescenta o delegado.
Ele adiantou que irá pedir informações ao poder público sobre o projeto de revitalização, que prevê o esvaziamento e aterramento da lagoa para a construção de um parque urbano, que poderá contemplar itens como restaurante, ciclovia, quadras esportivas, espaço para recreação e a manutenção de um reservatório de água para o lazer dos banhistas.
"Precisamos saber qual será a velocidade deste processo para garantir segurança às pessoas. Quanto tempo vai levar para esvaziar e aterrar a área? Como isso vai acontecer? Como ficará o acesso do público neste período? São perguntas que precisam ser respondidas", pontua, acrescentando que também acompanhará de perto o processo de retirada dos peixes do local.
PARCERIA
Conforme adiantou o prefeito Clodoaldo Gazzetta, com o esvaziamento da lagoa, medida que dependerá de licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a intenção é de que os peixes nativos sejam encaminhados ao Rio Batalha e os exóticos a reservatórios de criadores particulares.
"Queremos nos reunir com o prefeito, estudar a proposta em parceria com a prefeitura, já que a lagoa é um local muito frequentado pelos bauruenses sem oferecer qualquer segurança atualmente", acrescenta. Embora não existam estatísticas precisas, estimativas apontam que cerca de uma centena de pessoas perderam a vida no local ao longo das últimas décadas.