08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mudarmos para mudar

Rui Miguel Tripoli
| Tempo de leitura: 1 min

Nessa ebulição social, nessa transformação pela qual passa nossa sociedade, vivemos um viés de mudanças, mas que mudanças? Somente nos outros? E a nossa, estamos agindo corretamente? Como ficamos?

Quando o espelho social reflete-nos um cenário em desarmonia e preocupante, gritamos, esperneamos, exigimos mudanças em nome da democracia, mas e nossa postura diante dos fatos? Afinal, uma sociedade é um conjunto abrangente onde somos peças-chave para uma nova postura e forma de pensar. Cobrar é cômodo, difícil é ser exemplo!

Exigir mudanças é primordial, mas até que ponto estamos dispostos a mudanças? Na família, no respeito mútuo com a esposa e filhos! No trabalho, com chefes e colegas! Com seu vizinho e vice-versa! No barzinho de fim de semana, no rateio do happy hour, do churrasquinho, sem querer dar um de Gerson!

No time, nas peladas de futebol society aos finais de semana, querendo ser Pelé e dono da bola! No respeito ao semelhante, aos animais, idosos e crianças! Você não é, e nem será, o único. Sempre haverá alguém à sua frente e outros tantos na sua retaguarda! O respeito na ordem de chegada na padaria, banco, lotérica! Usufruir de projetos sociais sem ter os requisitos necessários, do jeitinho!

Minha casa, minha vida, bolsa família, aluguel solidário, cesta básica! Invasão de propriedade rural e urbana em nome do direito, formando verdadeiros bolsões de pobreza e vulnerabilidade social!

Ligações clandestinas de água, luz, TV a cabo, internet! Levar vantagem sobre quem? Vivemos uma metamorfose, uma verdadeira crise de identidade! Uma sociedade que exige mudanças, mas até que ponto estamos dispostos a contribuir e deletar esses vícios, essas picuinhas, essa nação de "gersonianos"?

O Brasil só mudará quando mudarmos de postura, começando pelas pequenas ações que serão exemplos para grandes mudanças e transformações! O espelho carece de bons reflexos...