08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O amanhã a Deus pertence

Azis Neme
| Tempo de leitura: 2 min

Durante um período especificamente estressante, comecei a acordar pela madrugada, sem qualquer motivo. Fui procurando todas as consequências a que criaram o estresse que eu sentia. Em consequência disso o meu corpo não estava recebendo o descanso de que precisava.

Foi então que numa madrugada, enquanto estava acordado pensado por que aquilo estava acontecendo comigo, orei pedindo a Deus para conseguir dormir... Por que, senhor?, perguntei num tom mais exigente do que uma pergunta. E, imediatamente, passei a notar o quanto os meus pensamentos tinham se tornados negativos.

Assim, quanto mais eu pensava sobre o meu futuro, mais preocupado e deprimido eu ficava.

Ao clarear o dia, decidi então caminhar um pouco. Durante o passeio, distrai-me com os pássaros nas árvores à beira do caminho. Observei que os pássaros estavam muito felizes, cantando, voando com aquela alegria costumeira, sem nenhuma preocupação pelo dia de amanhã. Comecei a fazer algumas perguntas, lógicas, que nunca tinha considerado: - Como essas aves economizam para o futuro? O que elas possuem para poder deixar a seus filhotes? Nada.

Esses pássaros atravessam cada dia tentando sobreviver sem saber como será o amanhã.

E, assim, eles demonstram que a vida é feita para o momento, para o dia de hoje. É por isso que Cristo nos disse que não devemos nos preocupar com o amanhã, porque o amanhã a Deus pertence, pois o próprio amanhã cuidará de si mesmo. Não queira adivinhar o seu futuro, o amanhã. Tudo rege na perfeição da sabedoria universal. E, diante de nossas limitações, só Deus sabe cuidar de nós. Cada momento perdido que temos de precioso, jamais será recuperado. Façamos nossa reforma íntima, preparemos hoje o nosso amanhã, e certamente alcançaremos nossos objetivos. E agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Assim, não devemos nos preocupar também com o passado, mas sim com o nosso presente, para termos um futuro melhor.

"E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecemos do presente de tal forma que acabamos por não viver o presente nem o futuro, vivemos como se nunca fossemos morrer... e morremos como nunca tivéssemos vivido. "