| Reprodução/Facebook |
| Bruna Vines Ribeiro, 22 anos, foi morta por estrangulamento com a alça da própria bolsa |
| Malavolta Jr. |
| Delegado Marcelo Goes obteve importante prova material que confirma autoria de homicídio |
Jaú - Exames periciais de confrontação de material genético requisitados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) confirmaram que o homem de 33 anos preso desde o dia 12 de dezembro do ano passado foi o autor do homicídio de Bruna Vines Ribeiro, 22 anos, encontrada estrangulada e com sinais de violência sexual no dia 4 do mesmo mês, na 2.ª Zona Industrial da cidade.
Segundo o delegado Marcelo Aparecido Tomaz Goes, titular da DIG, foram colhidos materiais biológicos no corpo da vítima para confronto genético com o material coletado do suspeito A.M.R.N. (apenas as iniciais foram divulgadas). Os materiais foram periciados pelo Laboratório de DNA do Núcleo de Biologia e Bioquímica da Polícia Científica de São Paulo.
"O laudo concluiu que havia material genético de A.M.R.N. no cadáver da vítima, mais precisamente sob suas unhas, indicando sinais de defesa, bem como em sua região genital, sugerindo também provável violência sexual. Para tanto, para configuração de outros crimes contra a dignidade sexual, ainda restam pendentes outros exames periciais", ressalta.
O delegado revela que ainda aguarda o resultado de perícia realizada no veículo do suspeito, onde foram encontrados fragmentos de impressões digitais, além de uma toalha e cobertor com manchas de sangue, que podem ser de Bruna. "O inquérito policial deve ser concluído ainda em fevereiro", declara o delegado, quando ele deverá pedir a prisão preventiva de A.M.R.N..
RELEMBRE O CASO
Conforme divulgado pelo JC, o corpo da jovem foi avistado por duas pessoas, na tarde de 4 de dezembro, na avenida João Lorenzon, 2.ª Zona Industrial, próximo a um centro de compras. Ela vestia apenas blusa e, na bolsa dela, foram encontrados diversos preservativos.
Segundo a Polícia Civil, o autor do crime usou a calcinha da vítima para amarrar as mãos dela e a alça da sua bolsa para estrangulá-la. Como ela não carregava nenhum documento pessoal, equipes da DIG de Jaú só conseguiram identificá-la no final da noite do mesmo dia.
Os policiais civis apuraram que Bruna morava em Bandeirantes, no Paraná, e, em novembro, após separar-se do marido, passou a morar com uma irmã no Jardim Maria Luiza IV, em Jaú, e fazer programas amorosos em um conhecido ponto de prostituição da cidade.
Na madrugada do dia 5, um auxiliar geral de 44 anos foi preso em flagrante após se masturbar na frente de uma menina de 10 anos e passou a ser investigado por suspeita de envolvimento no homicídio. Porém, após novas diligências, esta hipótese foi descartada pela DIG.
A PRISÃO
A partir de depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, a especializada traçou o mapa dos momentos que antecederam a morte da vítima e prendeu A.M.R.N., que confirmou ter feito programa amoroso com ela no dia em que o corpo foi localizado.
A DIG apurou que, horas antes de ter sido encontrada morta, Bruna havia entrado em um VW/Fox cinza. Registros de um motel próximo revelaram que o mesmo veículo esteve no local. Por volta das 16h40, o Fox foi flagrado por câmeras na região onde o corpo foi achado.
Um minuto depois, as imagens mostram o carro retornando, já próximo à base da Polícia Rodoviária. Após cerca de 40 minutos, Bruna foi encontrada morta. Com identificação da placa do veículo, os policiais foram até uma casa no Jardim América, onde ele foi apreendido.
O proprietário, A.M.R.N., reconhecido por testemunhas como o homem que dirigia o Fox na data dos fatos e que manteve contato com a vítima antes de sua morte, teve a prisão temporária decretada a pedido da Polícia Civil por 30 dias, prazo que foi prorrogado por mais 30 dias.
Em depoimento, segundo a polícia, ele apresentou versões contraditórias sobre o crime, ora confessando-o, ora alegando não se lembrar do ocorrido, em razão de ter consumido drogas e álcool.