| Fotos: Douglas Reis |
| Concessionária fez limpeza de materiais jogados nas margens da Rodovia Marechal Rondon, em Agudos; secretário-executivo de Estado da Saúde, Alberto Kanamura, falou sobre ações para controlar o aumento dos casos de dengue na região |
| O secretário-executivo de Estado da Saúde, Alberto Kanamura, falou sobre ações para controlar o aumento dos casos de dengue na região |
Agudos - O governo do Estado vai desenvolver campanhas voltadas ao público escolar na tentativa de mudar o cenário de sujeira nas cidades e controlar doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. Várias cidades enfrentam epidemia de dengue, sendo duas na região. Além de Bauru, a cidade de Agudos registra alto número de casos.
O secretário-executivo de Estado da Saúde, Alberto Kanamura, participou ontem pela manhã de uma campanha na Rodovia Marechal Rondon, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), da coleta de materiais que podem acumular água. Amanhã, ocorrerá o 'Dia D' nas escolas estaduais, mobilizando mais de 3,5 milhões de alunos em 5,5 mil unidades escolares, com a busca de criadouros e atividades de conscientização sobre as doenças e as formas de prevenção. A secretária de Saúde de Agudos, Marília Isis Gilioti Souza Vaz, participou da ação.
De acordo com Kanamura, o problema da falta de educação ambiental é estrutural, com pessoas de todas as classes sociais e econômicas sendo flagradas jogando lixo pela janela dos carros, o que dá um bom parâmetro de quanto ainda estamos longe de uma consciência sobre os riscos dessa atitude."Vamos fazer um trabalho com as escolas públicas, com as crianças e jovens é possível ter essa mudança, para formar novas gerações com mais cuidado no combate ao mosquito. Esta é uma parte fundamental do trabalho que estamos fazendo", afirma.
VACINA
A criação de uma vacina contra os quatro sorotipos da dengue, em desenvolvimento no Instituto Butantã, é vista como a solução mais viável para reduzir drasticamente os casos de dengue, lembrou. "O Instituto Butantã está desenvolvendo uma vacina contra a dengue, que está na última fase, e esperamos no final deste ano ter a aprovação para distribuir a vacina na rede pública. A vacina privada a gente não pretende colocar na rede pública, já que ela não é ainda tem alguns problemas, e o governo tomou a decisão de não distribuir essa vacina particular no estado, vamos esperar a vacina nossa", cita.
ESTRADAS
Nessa quarta-feira (13), uma ação de coleta de resíduos aconteceu na Rodovia Marechal Rondon, em Agudos. "A estrada é pode onde transitam pessoas e a doença também, quando as pessoas lançam garrafas e latas pela janela, isso acaba se tornando criadouro. O volume que as concessionárias recolhe é muito grande. As pessoas precisam cuidar mais, evitar jogar as coisas na rodovia. Hoje as pessoas se deslocam muito, então a chance da doença chegar a vários municípios é maior", finaliza.
O presidente da Concessionária Rodovias do Tietê, Emerson Bittar, disse que apenas no trecho entre Tietê e Bauru a empresa retira 100 toneladas de lixo por ano das margens da rodovia, e deste total, 30 toneladas são nas áreas urbanas cortadas pela estrada. Além de material orgânico, latas e garrafas, são encontrados ainda móveis velhos, como sofás e geladeiras.
Vários municípios tem coleta seletiva ou recolhimento desses materiais, com a destinação certa. Em Bauru, por exemplo, além da coleta seletiva, os Ecopontos podem receber móveis velhos, material reciclável e pequena quantidade de restos de construção.
No mês passado, Bauru foi a segunda cidade com mais casos de dengue no estado, 945, atrás apenas de Andradina, que somou 1.250 casos. No estado inteiro, foram 4.595 casos em janeiro deste ano. Agudos foi a sétima cidade com mais casos, 118. Atualmente, Bauru tem 1.547 casos já confirmados, e Agudos tem 329 casos. Nas duas cidades, o Estado vem fazendo a nebulização, através da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), em parceria com as prefeituras.
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Febre amarela, zika, chikungunya no estado
Neste ano, o Estado registrou até agora 32 casos de febre amarela, com nove óbitos. A transmissão está ocorrendo em áreas silvestres, e o governo diz que o controle deve ser feito através da vacina, distribuída gratuitamente na rede pública e que protege para a vida inteira Até agora, não houve casos de zika e foram seis de chikungunya. Se a vacina contra a dengue for autorizada para distribuição a partir dos próximos anos, a chikungunya deve virar o maior problema entre as doenças com transmissão pelo Aedes aegipty, na avaliação do governo estadual . "A notificação ainda é pequena das outras doenças, mas a que mais nos preocupa é a chikungunya. A tendência é de que nos a gente tenha um aumento do número de casos, e preocupa já que é uma doença em que os problemas de articulação podem durar por meses. A dengue tem uma capacidade de se alastrar muito maior do que a chikungunya, mas esta última tem mais possibilidade de sequelas crônicas", lembra.
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