08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O fenômeno da vida

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

E segue na vida o fenômeno da morte.

Este que se vem desencadeando com os mais recentes desastres. Ocorridos em "série" desde a barragem de que Brumadinho se rompeu, ceifando muitas vidas. Depois o "Ninho do Urubu", não menos traumático, devido à "crueldade" do destino "que levou de forma muito dolorosa dez jovens que sonhavam o sonho de milhões de brasileiros, ser jogador de futebol, isto em um dos principais clubes no cenário mundial da bola que rola. E agora?

E em Bauru, que não fica fora desta lista de mortalidade, foi-se embora Gererê, professor na arte de formar jogadores de futebol, ajudar na concretização dos sonhos dos meninos que gritavam em coro ensaiado o alfabeto de quem queria aprender a ser jogador ou sonhador.

"ABCD, fábrica de sonhos do Gererê".

E a última, Ricardo Boechat, no trágico acidente aéreo, que nos fez descobrir o quanto amávamos o jornalista da Band.

Culpados nesta ou naquela tragédia, procuramos e precisamos fazer pagar os negligentes que deixaram chegar as coisas ao ponto em que chegaram, isso com certeza. E noutras vezes, com ou sem revolta, conformados ou consternados, teremos a vontade de Deus, que não sabemos bem quais são os desígnios.

E com ou sem culpados, segue a vida, entremeada pela morte, que de uma forma ou de outra, com ou sem culpados, com nossa aceitação ou sem ela, com nosso entendimento ou a espera do cair da ficha, chega e ponto, vírgula para uns e final para outros. Lembrei do meu pai, que também já se foi com minha mãe morar no céu, que dizia sempre que havia uma acontecimento difícil. "A única situação que não se pode dar mais jeito é para a morte".

Celebremos as incertezas da vida, pois a morte, essa é certa!