09 de julho de 2026
Nacional

Marinho: proposta é fazer com que quem ganha mais contribua com mais

Estadão Conteúdo
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O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que os servidores públicos com salários mais altos têm condições privilegiadas e podem contribuir com um esforço maior na reforma da Previdência.

"Dentro da realidade, tem pedido de dar um esforço maior nesse processo de reequilíbrio maior", disse Marinho. "Conversamos com associações de servidores públicos, todos têm de contribuir". Durante a tramitação da reforma da Previdência do ex-presidente Michel Temer, os servidores públicos, principalmente, foram a maior força de oposição no Congresso.

Marinho deixou claro que o governo está preparado para negociação. "Estamos aguardando o processo de negociação", disse ele, ressaltando que o princípio da proposta é fazer com que quem ganha mais contribua com mais.

ABONO SALARIAL

- A PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma da Previdência também restringe o pagamento de abono salarial, benefício concedido a trabalhadores de baixa renda e com carteira assinada.

Atualmente, tem direito a receber o abono quem ganha até dois salários mínimos.

De acordo com a proposta enviada pelo governo, esse benefício será restrito a quem tiver remuneração de até um salário mínimo, cujo valor atual é de R$ 998.

Em mensagem encaminhada ao Congresso, o governo argumenta que a restrição tem o "objetivo de melhorar a eficiência dos programas de transferência de renda".