09 de julho de 2026
Polícia

Corpos na São Manoel: acusado confessa assassinato


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Preso desde o último dia 16, Luiz Carlos Francisco Cortês, 20 anos, conhecido como Baloteli, confessou nessa quinta-feira (21) para a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que matou Danilo de Almeida Falconi. A vítima, conforme o JC noticiou, foi um dos corpos encontrados na favela São Manoel no final do mês passado, em um intervalo de apenas dois dias.

Luiz Carlos havia sido detido pela Polícia Militar (PM) no último dia 16 após ter sua prisão temporária decretada em inquérito conduzido pela DIG. Além dele, Jhonatan Polycarpo Medeiros da Silva, o Jow, de 18 anos, também está preso temporariamente e inclusive já confessou a autoria da morte da outra vítima, Anderson Santos Leal, o Mineirinho ou Sorveteiro, alegando que tal usuário havia furtado o som de seu carro.

DEPOIMENTO

Na tarde dessa quinta-feira (21), Luiz Carlos - que confirmou já ter sido ligado ao tráfico de drogas - confessou em interrogatório ter matado Danilo, mas negou que a motivação tivesse relação com furto de drogas na favela.

"Ele afirma que Danilo teria roubado o telefone de sua namorada mediante agressão física e teria trocado o telefone por pedras de crack na favela. Após procurar o autor do roubo, encontrou Danilo na linha de trem usando pedras de crack, entraram em luta corporal e, então, teria golpeado o rapaz com várias pauladas na cabeça. Em sua confissão, Baloteli afirma que enterrou sozinho o cadáver da vítima", explica o titular da DIG, Cledson Nascimento.

Ainda de acordo com o delegado, apesar da confissão parcial dos autores que corroboram as investigações da DIG em relação à autoria, alguns detalhes não condizem com o apurado, já que alguns usuários de drogas identificados e ouvidos confirmaram ter recebido pedras de crack dos traficantes Luiz Carlos e Jhonatan para ajudar na ocultação dos corpos.

"Anderson, inclusive, estava amarrado, o que reforça a tese de que ambos podem ser sido mortos no mesmo momento, em represálias à prática de furtos de drogas no caso de Anderson e suspeita de delação no caso de Danilo".

Os dois acusados já foram indiciados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver e a DIG aguarda a chegada dos laudos periciais para concluir o inquérito policial e pedir a prisão preventiva de ambos.