11 de julho de 2026
Geral

De novo, moradores ficam 'no escuro' por até 20 horas na cidade

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Facebook/Reprodução
Queda de árvores, inclusive, em frente à Câmara dos Vereadores, causou 'apagão' em vários bairros

Menos de 20 dias após grande parte da cidade ter ficado sem energia elétrica por até 12 horas, o problema voltou a acometer casas do Condomínio Shangri-Lá, Vila Nipônica e Jardim Araruna, em Bauru. A CPFL Paulista atribuiu os "apagões" à queda de árvores sobre a fiação após a forte chuva de anteontem.

Morador do Condomínio Shangri-Lá, o microempresário Ivan Tobias, de 46 anos, informa que toda a quadra 4 da rua João Croce, dentro do residencial, ficou "no escuro" das 17h de anteontem até as 8h45 de ontem.

Na ocasião, o homem não chegou a perder comida ou eletrodomésticos, mas não teve tanta sorte nas últimas três vezes. "Perdi tudo o que havia na geladeira", descreve.

Já a estudante Patrícia Tavares de Souza, de 27 anos, vive na quadra 15 da rua Tamandaré, na Vila Nipônica. Lá, a energia elétrica acabou às 16h30 de domingo e só retornou às 12h de ontem, ou seja, o serviço só foi restabelecido depois de mais de 20 horas. "Tive de jogar fora toda a comida da geladeira", revela.

Na rua Dorotheu Moreno Munhoz, situada no Jardim Araruna, a mesma situação. O problema preocupou até o Departamento de Água e Esgoto (DAE), afinal, os "apagões" paralisaram o funcionamento das bombas de, pelo menos, nove poços profundos da autarquia.

Nos poços Marabá e Chácara das Flores, a energia só foi restabelecida ontem, momento em que a produção começou a voltar ao normal.

Em nota, a assessoria de comunicação da CPFL Paulista alega que as interrupções no fornecimento de energia para o Condomínio Shangri-Lá e Vila Nipônica foram causadas pela interferência de galhos de árvore sobre a rede elétrica, devido aos fortes ventos do temporal que atingiu Bauru neste domingo.

"Em relação ao caso do Jardim Araruna, uma equipe foi deslocada para atender a ocorrência neste momento", pontuou a empresa, às 15h16 dessa segunda-feira (25).

"Em relação ao tempo de restabelecimento do serviço, a concessionária esclarece que as redes de distribuição de energia são projetadas para suportar condições normais de operação (incluindo chuvas), mas alguns eventos de intensidade atípica, como a queda de árvores, podem exceder a resistência dos equipamentos, causando interrupções e demandando um trabalho intenso das equipes na recomposição das redes. Nesses casos atípicos, em que há o registro de muitas ocorrências simultâneas, a distribuidora realiza atendimento prioritário para hospitais, UTIs domiciliares e centros de saúde", finaliza a CPFL, em nota.

MAIS ESTRAGOS

Além da queda de energia elétrica, a Defesa Civil registrou o destelhamento de uma casa situada na Chácara das Flores e o desabamento de um muro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Godoy.

Na ocasião, os ventos, que atingiram picos de até 65 quilômetros por hora, provocaram a queda de diversas árvores, inclusive, em frente à Câmara de Vereadores, na avenida Rodrigues Alves. Outra grande árvore que caiu e seguiu até a tarde de ontem sem remoção foi na quadra 3 da rua Wildo João da Silva, Vila Serrão.

O município, que recebeu mais de 50 chamados, passou toda a segunda-feira trabalhando nas ações de reparo e limpeza.