09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Saga do sumiço de remédios...

Adriane Abo Arrage
| Tempo de leitura: 2 min

Bom dia! Nem tão bom assim, é verdade!

Quando recebemos o diagnóstico do médico, após análise de nossas reações e exames, a notícia de que infelizmente existe uma possibilidade real de termos Esclerose Múltipla, com certeza nos falta o chão.

Os medicamentos para esse tipo de doença são absurdamente caros, assim, pouquíssimas são as pessoas podem comprar o medicamento. Vale lembrarque um dos remédios custa em torno de R$ 700,00 a caixa com 28 comprimidos.

Assim, somos encaminhados para o programa estadual de "farmácia de alto custo", garantindo assim o acesso do paciente ao programa para termos o remédio. Mediante diagnóstico, exames, tudo enviados para análise do HE (Hospital Estadual).

Feito todo processo, o remédio começa a vir... um mês, dois meses... daí começa a faltar. E quem precisa disso para que o tratamento tenha sucesso fica "a ver navios".

Ligamos todos os dias, vamos até o Hospital Estadual, e a resposta é sempre a mesma: "O remédio não chegou, está em falta, não tem previsão de chegada."

Mês passado a alegação era de que não tinham feito a compra dos remédios, que era responsabilidade do Ministério da Saúde e não da Secretaria Estadual de Saúde, blá blá blá, enfim... mil e uma desculpas no mínimo esfarrapadas.

Assim, depois de alguma pressão em "caráter emergencial", mês passado, fizeram uma compra ínfima do remédio, para calar a boca dos pacientes que fazem uso do medicamento, no caso o Fingolimode, 0,5 mg, mas este mês não tem, e é sempre a mesma história.

O dinheiro que pagamos dos impostos que nos são cobrados, que não é pouco, pra que é mesmo? Disseram que seria revertido em benfeitorias para a população... saúde, educação, segurança, mas quando realmente é necessário, as benfeitorias não foram feitas porque "não tinha dinheiro", os remédios que nos são vitais não foram comprados porque "não tinha dinheiro".

Assim, como sempre, a coisa só acaba deslanchando na base da pressão. O Estado nos oferece o acesso ao programa, mas a permanência não!

Eu realmente espero uma providência rápida e positiva por parte dos órgãos responsáveis pela compra e distribuição deste e de tantos outros medicamentos que estão em falta, porque (vou chover no molhado) a interrupção do medicamento de forma brusca traz péssimas consequências ao doente.

Desde já agradeço! Atenciosamente