| Tânia Rêgo/Agência Brasil |
| 1ª noite do grupo especial no Sambódromo terá sete escolas |
O Rio tem sete agremiações, neste domingo (3), na primeira noite das escolas de samba do grupo especial do carnaval carioca. A abertura ficou a cargo da Império Serrano, tradicional escola de Madureira, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, que teve um atraso devido a um temporal na cidade carioca, que chegou a entrar, inclusive, em estágio de atenção às 17h40. A previsão de início mudou para às 22h deste domingo. A Defesa Civil informou que 32 sirenes foram acionadas em 21 comunidades.
Com nove títulos no currículo, sendo o último deles em 1982, a verde e branco de Madureira levará para a avenida um enredo sobre os mistérios da vida. Como samba-enredo, em vez de apresentar uma composição original, a agremiação decidiu apostar na música “O que é? O que é?”, de Gonzaguinha.
Em seguida, a Marquês de Sapucaí abre espaço para a Unidos do Viradouro, escola de Niterói que tem um título (1997). A vermelho e branco entrará na avenida às 22h20 com um enredo sobre a imaginação e histórias infantis.
A terceira escola a desfilar é outra escola de fora da cidade do Rio, a Acadêmicos do Grande Rio, que entra na Passarela do Samba no início da madrugada desta segunda-feira (4). Sem nunca ter sido campeã, a tricolor (verde, vermelho e branco) de Duque de Caxias acumula três vice-campeonatos (2006, 2007 e 2010). Neste ano, o enredo será sobre educação (ou a falta dela) e maus comportamentos.
Já na madrugada de segunda-feira (4), quem faz a festa é a Acadêmicos do Salgueiro. A vermelho e branco da Tijuca, que acumula nove títulos, sendo o último em 2009, homenageará a entidade Xangô, entidade cultuada pelas religiões de matriz africana no Brasil.
A atual campeã, Beija-Flor de Nilópolis, entra na avenida em seguida. A azul e branco da Baixada Fluminense tentará seu décimo quinto título do grupo especial com uma auto-homenagem por seus 70 anos.
Depois, seguindo a ordem, é a vez da Imperatriz Leopoldinense, a verde e branco de Ramos, que acumula oito títulos, sendo o último em 2001. Neste ano, o enredo falará sobre o dinheiro e sua relação com o ser humano, de uma forma bem-humorada.
A tetracampeã Unidos da Tijuca (1936, 2010, 2012 e 2014) fecha o primeiro dia do grupo especial. Em seguida, o desfile da amarelo e azul da Tijuca será uma homenagem ao pão, o alimento mais popular do mundo, segundo a agremiação.
São 36 jurados que avaliarão as escolas em nove quesitos: mestre-sala e porta-bandeira, bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias e comissão de frente. Cada quesito receberá uma nota de 9,0 a 10,0, com variações de uma casa decimal (ou seja, notas como 9,1 ou 9,8).
As duas últimas colocadas serão rebaixadas para o grupo de acesso, enquanto a campeã do grupo de acesso desfilará no grupo especial em 2020. As seis primeiras colocadas voltam a desfilar no próximo sábado (9).
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Para entender o desfile
Cada escola tem, no mínimo, 65 minutos, e, no máximo, 75 minutos, para desfilar; pelo menos 200 ritmistas na bateria; pelo menos 70 baianas; de cinco a seis alegorias; de dez a 15 pessoas na comissão de frente; máximo de 200 diretores; de 2.500 a 3.500 componentes.
A ordem dos desfiles de domingo : 21h15 - Império Serrano; entre 22h20 e 22h30 – Viradouro; entre 23h25 e 23h45 - Grande Rio; entre 0h30 e 1h – Salgueiro; entre 1h35 e 2h15 – Beija-Flor; entre 2h40 e 3h30 - Imperatriz Leopoldinense e entre 3h45 e 4h45 - Unidos da Tijuca.
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Chuva forte deixa o Rio em estágio de atenção
O Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 17h40 deste domingo (3), devido a uma forte chuva na região da Baixada Fluminense e também no município.
O Sistema de Alerta Rio prevê para as próximas horas chuva forte, ocasionalmente forte, podendo vir acompanhadas de raios e rajadas de vento. Com o temporal, vários blocos de carnaval que desfilariam agora à noite cancelaram as apresentações.
O Estágio de Atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
A chuva se deslocou rapidamente da zona sul da cidade para as zonas norte e sul, deixando várias ruas completamente alagadas.
A Defesa Civil municipal informou que 32 sirenes foram acionadas em 21 comunidades da cidade. Na Ponte Rio-Niterói também chove forte e os motoristas são obrigados a trafegar com a velocidade reduzida, principalmente no vão central, devido à ventania.
A estação meteorológica do Aeroporto Santos Dumont, na região central da cidade, registrou rajada de vento forte, que atingiu 61,2 km/h, pouco depois das 18h. Choveu forte também no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade. Há bolsões de água na Avenida Borges de Medeiros, altura da Rua Saturnino de Brito.
A Avenida Brasil, principal ligação da zona portuária com as zonas norte e oeste da cidade está com vários bolsões de água entre Manguinhos e Benfica e com várias interdições no trecho. Há congestionamento no trecho, devido ao alagamento das pistas.
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que circula entre a região central e a zona portuária do Rio está com a Linha 1funcionando parcialmente entre as estações da Praia Formosa e a Parada dos Museus. A Linha 2 do VLT que liga À Praça XV à Rodoviária Novo Rio está fora de operação, devido ao temporal.
Por medida de segurança, a Avenida Niemeyer foi fechada ao tráfego de veículos. A via liga o Leblon ao bairro de São Conrado. A opção para os motoristas é utilizar a Autoestrada Lagoa-Barra.
O Rio Maracanã transbordou, na altura da Avenida Maracanã, devido ao grande volume de chuva que desceu do Maciço da Tijuca.
O Sistema Alerta Rio informa que os núcleos de chuva forte a muito forte avançaram em direção ao oceano e a previsão para as próximas horas é de redução na intensidade da chuva. Mas, no litoral ainda podem ocorrer registros de chuva forte.
No início de fevereiro, um temporal atingiu a cidade do Rio de Janeiro, deixando sete mortos e casas destruídas, ruas alagadas e diversas vias interditadas.